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segunda-feira, 12 de março de 2018

MEU FILHO COME MAL!! O QUE EU FAÇO?


Meu filho come mal! O que eu faço?
Pergunta super comum! Mas calma, que para tudo tem solução.
Seguem algumas dicas:


       
Ele deve possuir uma rotina alimentar, se alimentando no mesmo horário que o
restante da família;


Falando nisso, nada de fazer comida separada para você e outra pra ele! A comida
deve ser a mesma para a família toda. Ou seja, coma bem que seu filho também
comerá bem. Se você rechear o prato dele de hortaliças e o seu de churrasco,
obviamente ele não vai gostar de ver que somente o prato dele é diferente;

Evite que seu filho coma vendo TV! Estimule o comer consciente desde cedo, para
que ele aprenda a entender os sinais do corpo dele e diferencie fome fisiológica de
fome psicológica;


Mude o ambiente alimentar: evite comprar ultraprocessados. Compre frutas
frescas, hortaliças, legumes, grãos integrais etc e ponha na despensa. Seu filho vai
se acostumar com esse ambiente alimentar e eventualmente vai se acostumar;

Envolva-os no processo de alimentação! Leve-os à feira para comprar as verduras
e chame-os para a cozinha para preparar as refeições junto com você.





Essas são algumas sugestões feitas com base no excelente artigo de Corkins e
colaboradores, publicado na revista Medical Clinics in North America em 2016.


terça-feira, 1 de abril de 2014

FORMAÇÃO DO HÁBITO ALIMENTAR

Importância das Refeições.

A refeição é, provavelmente, o ato social mais importante no dia-a-dia de qualquer pessoa. Mais do que isso, ela é um ritual. Para torná-la um momento de prazer, os pais devem primeiro desde muito cedo, ensinar a seus filhos que a refeição, além de ser importante para a saúde é, também, sinônimo de alegria e integração.


O almoço, o jantar ou qualquer outra refeição não devem representar para as crianças uma obrigação e nem ser consideradas pelos pais como um presente.A percepção do ato de comer tem diversos significados; nutrição, prazer e atividade social. A integração de todos eles, mesmo que a família se reúna apenas uma vez por dia, contribui para o relacionamento adequado das pessoas com os alimentos, o que evita distúrbios como obesidade, baixo peso ou carências  nutricionais.


Aprendendo a Comer Sozinha.

Quando a criança adquire maior controle do seu desenvolvimento motor, é sinal de que ela já pode comer sozinha, o que acontece a partir de 1 ano e meio. Esse é um fato marcante no processo de socialização, por isso, ela precisa ser respeitada e incentivada.

Nesse momento, pode ter início uma outra fase, muitas vezes problemáticas, que causa distúrbios alimentares e maus hábitos. Um dos problemas são as imposições, normalmente, da mãe. Ela deseja ter um filho educado e lhe impõe regras de conduta social que são rígidas para sua idade, como não derrubar comida, não se sujar e usar guardanapos. O que a criança precisa nesse momento é de estimulo para desenvolver uma relação positiva com os alimentos e não de regras para se comportar à mesa como um adulto.


Os bons modos vão sendo adquiridos aos poucos, de maneira natural e sem imposição, sendo as refeições os melhores momentos para ensinar a criança a se comportar à mesa e para dar exemplos, pois ela sempre imita o adulto[i].

Setor de Nutrição
Formação do Hábito Alimentar – Texto 1
Março/2014
Nutricionista: Mara Cristina S. Figueiredo

[i] Fonte: Guia do Crescimento da Criança.
Sociedade Brasileira de Pediatria

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

NUTRIÇÃO - ALIMENTAÇÃO DE 1 AOS 3 ANOS DE IDADE


Formação do Hábito Alimentar.
                
A criança deve acostumar-se com os sabores naturais dos alimentos desde cedo, preparados de forma simples, sem adição de muito sal, gordura e açúcar. Por isso, nada melhor que a comida caseira, o suco natural sem ou com pouco açúcar e frutas como sobremesa.

Distribuição das Refeições.
               
 Não é bom para adultos, no geral, e crianças, em particular, ficar muitas horas sem comer e, muito menos, pular refeições. As que têm este hábito podem, com o tempo, ter um déficit de energia e de nutrientes comprometendo o seu crescimento e desenvolvimento. Não é só isso. Crianças que passam horas sem comer ficam irritadas, choram mais e fazem birras por qualquer coisa. Na realidade, elas estão com fome e têm dificuldade em se expressar de outra maneira.

               
Para a criança manter-se sempre abastecida de energia, é recomendável que os alimentos a serem ingeridos durante o dia estejam distribuídos entre cinco e seis refeições. Quanto maior o número de diferentes alimentos que a criança recebe por dia, menor será a chance dela desenvolver carências de nutrientes.

Horário das refeições.
                
Os horários das cinco ou seis refeições diárias de crianças entre 1 a 3anos devem ser os mais coincidentes possíveis com os da família. É comum o seguinte esquema de refeições; café da manhã, colação, almoço, jantar e, dependendo do horário do jantar, deve-se oferecer leite antes de dormir. Esta última refeição só deve ser oferecida se a criança, em seguida, escovar os dentes.
                
Lugar de comer é na mesa, e sempre que possível, acompanhada da família. Mesmo considerando as
atribuições da vida moderna, recomenda-se que a criança faça pelo menos uma refeição ao dia com a família. Nesse momento, os pais devem conversar bastante com ela, dar exemplo comendo os mesmos alimentos que são oferecidos a ela e explicar a importância de uma boa dieta. O segredo é fazer tudo isso sem ser chato, sem obrigação e com prazer.
                
Ter horário certo para comer cria uma rotina que faz a criança sentir-se cuidada e, ao mesmo tempo, facilita a tarefa de seu organismo para metabolizar os alimentos. Com o tempo, nota-se que ela sente fome sempre na mesma hora, passando a esperar pelas refeições. Outro benefício desse hábito é a prevenção da obesidade. Estando sempre bem alimentada, a criança fica menos sujeita à alimentação por impulso, que normalmente ocorre em momentos em que está distraída brincando, na frente da televisão, na cama ou no carro[i].





[i] Fonte: Guia de Nutrição Infantil
Autor: Maria Luiza de Brito Ctneas - Nutricionista