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terça-feira, 3 de julho de 2018

AS CRIANÇAS SÃO O QUE VIVENCIAM? VAMOS PENSAR SOBRE ISSO?


O Projeto MAIS AMOR POR FAVOR e as entrevistas das famílias no dia da Feira do Livro, do 1º período ao 1º ano, me levaram a refletir ainda mais sobre a importância de trabalharmos as habilidades socioemocionais.


Educar as crianças nunca foi fácil, mas...nos dias atuais, nem se fala! Todos os estudos apontam que o estilo de educação dado pelos pais, tem uma influência preponderante no desenvolvimentos escolar, social e emocional dos filhos.
                
As crianças, como diz a autora Doroty Law Norte, aprendem o que vivenciam. Elas estão observando os pais (primeiros e principais exemplos) e educadores o tempo todo.
                
O filósofo Mário Sérgio Cortella fala muito sobre o agir de acordo com a ética que dizemos ter. Segundo ele, devemos pensar sobre a concretização desses ideais no cotidiano familiar e escolar. Não adianta falar uma coisa e agir de outra forma. A transmissão de valores acontece pelo exemplo, na rotina diária, já que conceitos tão teóricos, como ética, respeito e honestidade são muito abstratos para a criança pequena.

O exemplo é a base para que a criança adquira valores importantes para a vida, como a generosidade, o respeito, a sinceridade, a perseverança, a tolerância, entre outros. Se quem educa não demonstra esses valores, será mais difícil das crianças desenvolvê-los.
                   
Segundo La Taille, os valores morais e éticos que norteiam o comportamento do indivíduo precisam ficar claros. Por meio dos valores adquiridos na infância que se forma uma pessoa atuante e ética.
                   
A escola é parceira nessa formação e local fundamental para o exercício da arte de conviver com o outro, se posicionar e respeitar diferenças. Nesse universo coletivo, as crianças vivenciam situações que favorecem a colaboração, a afetividade e o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais.Incluir valores na educação, significa despertar, em cada indivíduo, os melhores sentimentos.



                    
Se a criança vivencia uma educação proativa, ela vai ter vontade, responsabilidade e coragem de propor uma nova situação e avaliar o cenário de possibilidades que tem. Diante da comprovada importância das habilidades socioemocionais, deveríamos começar a trabalhá-lhas desde cedo.
                    
É importante essa reflexão, porque não queremos que as crianças obedeçam regras, apresentem valores éticos e sejam empáticas somente quando o adulto está presente, ou por receio de perder algo. Desejamos que elas, via exemplo cotidiano, tenham esses conceitos em sua formação e acreditem na sua importância para si e para os outros.
                     
Podemos concluir que educamos em valores quando as crianças mostram que têm conhecimento e respeito por elas próprias e pelos outros, assim como aprendem a escutar os outros (e se fazem ser ouvidas), a serem solidárias e tolerantes, a compartilharem o que sabem, a resolverem conflitos e a tomarem decisões. Dessa forma, torna-se possível um desenvolvimento harmonioso e saudável.


DenisePhilot.
Psicóloga. Psicopedagoga. Especialista em Neurociência Pedagógica.
Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º Ano.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO COM AS EMOÇÕES

Emoções podem influenciar na aprendizagem, o que vem sendo cada vez mais destacado pelos estudos e pelas comprovações da Neurociência.

Diante da comprovada importância das habilidades socioemocionais, deveríamos começar a desenvolvê-las e trabalhá-las desde cedo. As emoções podem influenciar de forma importante o rendimento escolar. A ansiedade pode paralisar a pessoa, enquanto a confiança em demasia pode levar a um menor esforço no processo de aprendizagem, o que pode render fracassos.

Se o professor estiver atento a capacidade de gerenciamento das emoções de seus alunos, ele vai ajudá-los a lidar com obstáculos e estimulá-los a traçar metas, o que terá impacto direto no aprendizado e na vida pessoal.

Uma das habilidades trabalhadas na escola é o espírito de colaboração, que incentiva a criança a trabalhar em equipe, ter comportamento cidadão e responsabilidade, o que será importante para a vida.


Outra habilidade é a resiliência, fundamental para a pessoa enfrentar dificuldades, vencê-las e se tornar mais forte - e com capacidade de atingir objetivos e se adaptar a circunstâncias diversas.

Nesse processo de desenvolvimento socioemocional da criança, pais e professores têm um papel fundamental, sendo a parceria entre eles um ponto crucial nesse trabalho.

Trabalhar com o ensino de habilidades socioemocionais não reduz o currículo acadêmico, mas “abre a mente” dos alunos para novos horizontes e estimula a empatia, a resiliência, a interação entre pessoas diferentes, a cooperação, o respeito as regras, entre outros, contribuindo para a inclusão social e a formação de cidadãos mais confiantes e responsáveis.

Os pesquisadores de Harvard orientam que as crianças sejam ensinadas, desde bem cedo, a serem pessoas generosas e altruístas. Dizem ainda que o sucesso depende, mais do que nunca, de saber colaborar com os outros; além disso, afirmam que as crianças empáticas e socialmente conscientes são melhores colaboradoras e conquistam mais sucesso nas relações e no mercado de trabalho.

Na educação infantil e no 1º ano, os nossos projetos e todas as nossas intenções pedagógicas trazem temas e espaço para conversar sobre várias questões, além de atividades que permitem o trabalho em equipe e a tomada de decisão, buscando vivenciar esse ensino de habilidades socioemocionais. Ainda com os projetos, motivamos os alunos a sentirem satisfação e buscarem vencer os desafios, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a cooperação.


                                                                                                        

Denise Philot
                                                                                                       Coordenadora Pedagógica.

terça-feira, 8 de março de 2016

LIMITE: PONTO FUNDAMENTAL NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.

 No contínuo processo de evolução, a criança sofre constantes mudanças - necessárias para o seu amadurecimento.


A transmissão de segurança emocional aos filhos começa desde cedo, enquanto ainda bebês, e passam pela via dos limites, que vão sendo internalizados pelas crianças.

No decorrer do desenvolvimento, com a aquisição da linguagem, a criança começa ainda mais a expressar o que deseja; é um momento que coincide com o controle dos esfíncteres. A criança passa a tentar controlar as situações, tentando colocar o “outro” (no caso, pais e professores) à sua mercê. É nessa interação que vai acontecendo o desenvolvimento.

Por volta dos 6 anos, a criança já tem condições de realizar escolhas, diante das quais os adultos devem ter bom senso e coerência.

Quem vai ensinar a criança a ser é o limite.



O LIMITE objetiva dar contornos a criança, dando segurança e apoio.

Estabelecer limites é, antes de tudo, uma questão de bom senso. Quando não se passa com clareza os limites, quando estes vêm mais da impulsividade e do momento do adulto do que de uma ação consciente de educação, os resultados são desastrosos.

Estabelecer limites significa dar noção de realidade à criança. Sem cortes e sem faltas, mergulha-se no mundo do capricho, da vontade imperiosa, afastando-se do desejo, essencial à realização de todo ser humano.


Agora cuidado, limite não é autoritarismo!

Precisamos tomar cuidado com os dois extremos:

- o excesso de negativas e as atitudes autoritárias são prejudiciais ao desenvolvimento da criança, porque podem vir a tolher suas expressões emocionais, sua expressão motora, sua capacidade criativa e o exercício de sua maneira de lidar (e desafiar) o mundo.

- o excesso de tolerância também é prejudicial, pois não permite a criança o desenvolvimento do senso crítico, além de sugerir uma indiferença por parte dos adultos.

Nada de incoerência e ambivalência

O adulto precisa ser “coerente” em suas atitudes e evitar situações contraditórias, como ilustra o ditado popular “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. A incoerência e a ambivalência confundem a criança que aprende, por meio da observação que faz das atitudes do adulto.

Dessa forma, estabelecer limites é ajudar a criança a se perceber como um ser entre muitos outros seres, onde cada um tem seu modo de sentir e agir, mas que todos se respeitam.

É essencial que os educadores (pais, professores e familiares) se conscientizem da função protetora do “não”, ao ser colocado com afeto, coerência e bom senso. Colocar limites representa proteção, segurança e cuidado.

 A função do limite não é agredir ou privar as crianças, mas ajudá-las a se inserir no princípio da realidade, entendendo que têm direitos e privilégios, assim como deveres e responsabilidades.

                                                                                
  Denise Philot.
                                                                                   Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º Ano.
                                                                                  ;denise@babylandiaeatuacao.com.br






terça-feira, 22 de setembro de 2015

O TEMPO E A APRENDIZAGEM

Há uma interação contínua entre fatores biológicos, condições existentes pela genética, e as experiências culturais e sociais nas quais a criança está inserida.


Os primeiros anos de vida

A criança, desde os primeiros anos de vida, se apropria da cultura existente no seu contexto de desenvolvimento. Com os estudos da neurociência, foi comprovada a importância do desenvolvimento da criança bem pequena. Nesse período  há uma grande plasticidade cerebral. A criança pode aprender e fazer coisas de diversas naturezas.

A importância do tempo

A neurociência destaca a importância do tempo e do espaço no desenvolvimento da espécie. O tempo é vital quando falamos sobre o desenvolvimento infantil. Antes de tudo, há o tempo do amadurecimento biológico: embora o crescimento seja rápido e as mudanças visíveis e grandiosas, o desenvolvimento da criança segue o ritmo da espécie e este não é antecipado pelas intervenções dos adultos. A criança não fala, não engatinha, não anda, não desenha e não escreve, antes que as estruturas necessárias estejam disponíveis pela maturação do cérebro. As conquistas das crianças resultam de processos, tanto do ponto de vista neurobiológico, quanto dos socioculturais (aprender a comer de garfo e faca, assim como abotoar a blusa ou amarrar o tênis são vivências que precisam de um determinado tempo).




A principal condição para a criança pequena aprender e realizar é ter seu tempo respeitado.

Podemos dizer que o tempo da criança é regulado pela experiência: é a natureza da atividade que a criança realiza que define o tempo necessário para que se formem memórias de longa duração. Na criança, são os movimentos e a sequência de movimentos de uma mesma atividade os responsáveis pela formação de memórias que constituem seu desenvolvimento.


Aprender é complexo


Aprender é uma tarefa complexa. As crianças são diferentes, com ritmos neurais e histórias de vida singulares. Por isso, não se pode esperar que todas se desenvolvam ao mesmo tempo e da mesma forma. É fundamental estimular e respeitar o ritmo e o tempo de cada criança, além de reconhecer seus talentos e suas habilidades, assim como suas dificuldades. Essa é base de um desenvolvimento cognitivo e emocional saudável.





Denise Philot.
 Psicóloga, psicopedagoga, 
Especialista em neurociência pedagógica. 
Coordenadora do Berçário ao 1º ano do Ensino Fundamental



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terça-feira, 4 de agosto de 2015

ORIGEM DO DIA DOS PAIS

Você já se perguntou qual é a origem do Dia dos Pais? Você sabia que ele tem origens distantes com relatos na antiga Babylônia?
Pesquisamos e descobrimos uma boa história para contar pra você.
Confira.

"A origem do dia dos pais teve o intuito de incentivar o respeito pelos pais e fortalecimento dos laços familiares. O Dia dos Pais tem origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
Nos Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dood, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dood, criou o Dia dos Pais em 1909. Ela teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais ao ouvir um sermão dedicado às mães. Além de admirar o pai, o objetivo de Sonora era homenageá-lo devido o grande esforço que John tivera para criar os filhos sozinhos, após o falecimento da esposa em 1898 quando dava a luz ao sexto filho. John criou o recém-nascido e seus outros cinco filhos sem ajuda de ninguém.
Nos Estados Unidos, o dia dos pais é comemorado no terceiro domingo de Junho. Outros países como: África do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Eslováquia, Filipinas, França, Hong Kong, Holanda, Índia, Irlanda, Japão, Malta, Macau, Malásia, México, Peru, Reino Unido, Turquia, Venezuela; também comemoram na mesma data.Em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washington, nos Estados Unidos. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de Junho de 1910. A data tornou-se uma festa nacional, foi oficializada pelo presidente americano Richard Nixon em 1972.
O dia dos pais no Brasil, onde a comemoração é no segundo domingo de Agosto, tem como autor da data o publicitário Sylvio Bherinh, em meados da década de 50, festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953."
Quer saber mais? Então clique aqui
Aqui também tem outra história muito boa  Site Brasil Escola
Imagem: http://www.freedigitalphotos.net/


segunda-feira, 27 de julho de 2015

A GERAÇÃO SMART NÃO É NECESSARIAMENTE INTELIGENTE

A frase do professor de Psicologia da Aprendizagem e do Desenvolvimento e da Personalidade do Instituto de Psicologia da USP – José Leon Crochik – nos faz pensar na influência digital na aprendizagem, questão bastante pensada e discutida atualmente no ambiente escolar.
                                                         

A questão principal é como essa “geração smart” irá aprender e reter o conhecimento.      

        

Do ponto de vista da Neurociência, o uso dessas tecnologias impacta o funcionamento do cérebro. Segundo o neurocientista Fernando Louzada, “toda nova ferramenta incluída na vida de uma pessoa passará a ser representada pelas redes neurais e a fazer parte do corpo. Daí aquela agonia de não poder  ligar o celular no voo – parece que falta uma parte do nosso braço”.
                                    
No entanto, não há como afirmar se há diferença no cérebro dos que já nasceram com a internet consolidada. O professor José Leon diz que temos “uma geração dispersa, mas todos os estímulos dão mensagens similares e, portanto, são fixadas em nossa memória”.

Geralmente não há o aprofundamento para a compreensão dessa informação.


               
Todo o aparato tecnológico vai de encontro a faixa etária de 0 à adolescência, pois traz respostas rápidas e recompensas imediatas. O que preocupa é que crianças e jovens podem aprender a operar aparelhos, mas não compreenderem o conteúdo que transmitem. Daí, a falsa ideia de autonomia pode prejudicar o desenvolvimento, pois é fundamental a mediação do adulto na aprendizagem, desde a primeira infância até a adolescência.
               
Vygotsky já nos dizia que o ser humano aprende, amadurece e se desenvolve a partir da relação com o outro.
                
Como tudo que é feito em excesso, as crianças precisam combinar o que é digital com o analógico, os jogos virtuais com os reais/físicos e a escrita digital com a manual. Quanto maior a variedade de estímulos, maior riqueza de possibilidades para a aprendizagem.
               
Segundo a neurocientista Carla Tieppo, “no contexto atual, no qual os estímulos chegam das mais variadas fontes, é preciso ter atenção redobrada às atividades que exijam um pouco mais de esforço mental. Especialmente com as crianças, que ainda estão com o cérebro em construção. O estímulo por si só, se não for organizado, entendido, se não gerar uma experiência, só trará estresse”.
               
Nesse quadro, cabe às escolas e aos educadores uma mudança nos seus próprios conceitos e nas maneiras de educar – o jovem de hoje gosta de ser desafiado.

               

Os seis primeiros anos de vida formam a época que a criança se desenvolve mais do que em qualquer outra época da vida. 


A qualidade desse desenvolvimento depende em grande parte das oportunidades diversificadas de experimentação e trocas com o outro e com os conhecimentos que adquire na escola e na família.
               
Precisamos equilibrar momentos “on” com outros (e muitos) “off” para que nossas crianças vivenciem, experimentem, cheirem, toquem, coloquem os pés no chão, convivam com o outro, interajam, mexam na terra, testem suas hipóteses e busquem novas alternativas e respostas.

O equilíbrio em educação é primordial, necessário e fundamental.


Denise Philot.
              Coordenadora Pedagógica do Berçário
 ao 1º Ano do Ensino Fundamental.



terça-feira, 29 de julho de 2014

A ALIMENTAÇÃO E O CÉREBRO

O cérebro precisa de certas substâncias para funcionar adequadamente: glicose, vitaminas, minerais, aminoácidos e outras substâncias químicas essenciais. Por exemplo, o combustível (energia) do cérebro é a glicose, que pode ser obtida através da alimentação com carboidratos e outros alimentos que podem ser convertidos em glicose.

Segundo a neurocientista Suzana Herculano Houzel para manter o cérebro (e o resto do corpo) saudável, é preciso ter uma alimentação saudável: diversificada e equilibrada, pois tudo o que compõe o cérebro vem da alimentação: proteínas, carboidratos, as gorduras que constituem a membrana das células e da bainha de mielina, os sais minerais que participam do equilíbrio elétrico das células e dos sinais nervosos, as vitaminas que mantêm as células vivas.

O cérebro é, portanto, responsável por grande parte das reações químicas que ocorrem no organismo e algumas delas têm por objetivo tornar a energia dos alimentos disponível para os diversos sistemas fisiológicos. Isso acontece após o processo de digestão dos alimentos, tendo como resultado a produção de ATP (trifosfato de adenosina) que é armazenado em todas as células e utilizado como combustível para que as reações químicas necessárias ocorram.

Sem uma fonte contínua de energia as células deixam de funcionar e morrem. O carboidrato é considerado a melhor fonte energética, sendo o produto final de sua desintegração, a glicose, molécula simples que rapidamente fornece energia. Os carboidratos são essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso central, uma vez que a glicose é o principal combustível para o cérebro.


Para fazer coisas como criar novas conexões ou adicionar mielina, um componente gorduroso que recobre os axônios, o cérebro deve fabricar as proteínas e gorduras certas. O cérebro faz isto através da produção de novas gorduras e proteínas através da utilização de aminoácidos e ácidos graxos, que por sua vez são produtos da digestão de proteínas e gorduras no sistema digestivo. Sem a quantidade certa e o equilíbrio de certos componentes básicos, o cérebro não funciona direito. Muito pouco (deficiência) ou muito (excesso) dos nutrientes necessários pode afetar o sistema nervoso.

Segundo a nutricionista Luciana Ayer alguns nutrientes são extremamente essenciais para o bom desempenho da atividade cerebral. Por exemplo: uma dieta rica em colina, um nutriente que pode ser encontrado na gema do ovo, auxilia a produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina, que desempenha um papel importante no sistema nervoso central, pois está ligada as funções da memória e da aprendizagem.

Os Ácidos graxos essenciais desempenham um papel importante na promoção do crescimento e do desenvolvimento do cérebro, auxiliando na melhora de seu funcionamento global. O principal é o ômega 3 que deriva do ácido alfa-linolénico, capaz de acelerar as ondas cerebrais, estimular os neurônios, melhorar a atenção e concentração, diminuir o estresse e agressividade e prevenir o aparecimento de doenças como as demências que acompanham o envelhecimento, inclusive o Alzheimer. Alimentos fontes de ácidos graxos essenciais incluem amêndoas, nozes, óleo de linhaça, óleo de peixe, óleo de fígado de bacalhau e peixes como salmão, sardinha e atum.


Já os alimentos ricos em vitamina B1 reforçados com um bom aporte de vitamina B12, são boas fontes que alimentam o cérebro. Sua carência faz com que se acumulem substâncias tóxicas que provocam lesões no sistema nervoso. A ingestão de vitamina B6, presentes em feijão, lentilhas e fibras, auxilia na produção de neurotransmissores responsáveis pela atenção e diminuição da excitabilidade.


A deficiência de um ou mais nutrientes na alimentação diária pode comprometer uma série de processos na formação cerebral. O impacto no desenvolvimento e no funcionamento do cérebro dependerá da intensidade e da duração das carências nutricionais. Devido essa constatação, recomenda-se uma alimentação equilibrada antes mesmo do nascimento do feto, pois a constituição cerebral nos seres humanos começa já na formação do embrião e continua até dois a quatro anos de vida, ou seja, um bom desenvolvimento cerebral depende inclusive dos nutrientes básicos ingeridos no período da gestação.

Denise Philot – Coordenadora da Educação Infantil.
                                                         Rejane Escobar – Psicóloga.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR - PARTE 1

“Não há educação sem amor. O amor implica e luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto.”                                                                      (Paulo Freire).


Certamente, aprendemos melhor numa esfera de amor. Na educação, esse amor traduz-se em afeto.
O afeto, na sua definição etimológica, tem o caráter da neutralidade, ou seja, pode expressar sentimento de agrado ou desagrado. Quando, contudo, ele vem da prática da educação baseada no amor, se transforma em estímulo para a aprendizagem (tanto para aprender, quanto para educar). Yves de La Taille (1992) disse que “o afeto é uma mola propulsora das ações, e a razão está a seu serviço”.

 O afeto estimula a conexão dos neurônios, a criação e a consequente lembrança de registros (memória). Segundo o neurocientista Antonio Damásio (2006), a função atribuída às emoções na criação da racionalidade tem implicações em algumas das questões com as quais a nossa sociedade defronta-se atualmente e, entre elas, a educação.


A aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo estão sempre reinventando-se. Pela plasticidade, o cérebro se remodela para pensar e aprender e a mediação afetiva é quem dispara esses processos, pois o afeto estimula dois mecanismos fundamentais da memória: a fixação (acréscimo de informações) e a evocação (informações assimiladas anteriormente).

Gostou? Continua no próximo post.

Denise Philot – Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º ano



segunda-feira, 7 de abril de 2014

A RELAÇÃO QUE O ALUNO ESTABELECE COM A ESCOLA


A RELAÇÃO QUE O ALUNO ESTABELECE COM A ESCOLA ESTÁ INTRINSECAMENTE RELACIONADA   À SIGNIFICAÇÃO QUE A FAMÍLIA DÁ A ELA.

A criança, ao chegar à escola, traz consigo aspectos constitucionais e vivências familiares e o ambiente escolar será também uma peça fundamental em seu desenvolvimento. Estes três elementos - aspectos constitucionais, vínculos familiares e ambiente escolar - constituirão o tripé do processo educacional.
A função da escola é educar, isto é, conforme o significado etimológico da palavra, “colocar para fora” o potencial do indivíduo e oferecer um ambiente propício ao desenvolvimento destas potencialidades, ao contrário de ensinar, que é in + signo, ou seja, colocar “signos para dentro” do indivíduo.


Um dos aspectos a ser desenvolvido e estimulado, nesta fase, pela escola, é a criatividade, aspecto este primordial  na situação de aprendizagem. A criatividade, na adolescência, articula-se necessariamente com a noção de limites. Limite é uma palavra que tem, muitas vezes, uma conotação negativa, ligada erroneamente à “repressão”, “proibição”, “interdição” etc.*, inclusive lembrando “repressão política”. No entanto, limite é algo muito além disso: significa a criação de um espaço protegido, dentro do qual o adolescente poderá exercer sua espontaneidade e criatividade sem receios e riscos. Precisamos lembrar que não existe conteúdo organizado  sem um continente que lhe dê forma.

É necessário enfatizar que as crianças e os adolescentes “pedem limites” e que o “limite” os ajuda a organizar a mente. Os adultos, às vezes, não colocam “limites” porque assim será mais “cômodo”. Colocar limites significa envolvimento, “conter” o adolescente, suportar suas reclamações e protestos, enfim, enfrentar dificuldades.  A falta de “limites” impede o adolescente de exercitar sua capacidade de pensar, de ser criativo e espontâneo e, na adolescência, é causa da insegurança e da incapacidade de tomada de decisões.  A noção de “limites” se desenvolve num longo processo de identificação da criança e do adolescente com seus pais, inicialmente, e, depois, com os adultos que a sociedade disponibiliza como professores, artistas, desportistas, políticos  etc.

O que confere à escola importância vital no processo de desenvolvimento do adolescente é o fato dela  ser um espaço que propicia uma simulação da vida, na qual existem regras a serem seguidas, mas que se pode transgredi-las sem sofrer as consequências  impostas pela sociedade, e de ser esta a oportunidade de se aprender com a transgressão.

Deve-se levar em conta, também, que a relação do aluno com a escola é afetada pela significação que os pais dão a ela, aos estudos de seu filho e às relações dele com os demais alunos.

O desejo de saber e obter prazer pelo saber certamente está mediatizado em primeiro lugar pelos pais e, depois, mais tarde, pelos professores e pela escola. Um pode compensar o outro, ou até anular seus efeitos.

A escola não oportuniza somente a relação com o saber e, como uma atividade eminentemente grupal, tem também funções de socialização. Em busca de sua identidade, o adolescente encontra na micro-sociedade da escola um sistema de forças que atuam sobre ele, onde, entre outras coisas, reedita seu ciúme fraterno, compete, divide, rivaliza, oprime e é oprimido, ou seja, reproduz o sistema social. É por esta razão que a escola, muitas vezes, pode detectar dificuldades no processo de desenvolvimento do aluno, que aparece por inteiro na busca de si mesmo, e seu olhar sobre ele é, em geral, menos comprometido emocionalmente do que acontece com os pais.

É muito importante, portanto, que exista (se podemos chamar desta forma...) uma “relação de confiança” entre a família e a escola escolhida. Vemos, com frequência, os pais criticarem a filosofia pedagógica da escola escolhida na presença dos filhos, de uma forma que predispõe o adolescente contra a escola. Evidentemente, críticas existirão de parte a parte, mas elas deverão ser tratadas nos “canais de comunicação” adequados que  visem à  ligação do binômio família-escola.

É extremamente necessário que se evitem dissociações (tão frequentes...) em que os pais criticam a escola (projetando na instituição todos os aspectos negativos do processo ensino-aprendizagem e, por vezes, da conduta dos filhos) e que a escola, por sua vez, faça o mesmo (projetando na família todas as incompetências, falta de colocação de limites, falta de participação etc.) . A criação de uma “comunidade realmente operante” poderá tornar a relação família-escola mais integrada e com menos “distorção e ruído” na comunicação. Convenhamos que os adolescentes são, em algumas situações, hábeis em promover dissociações entre, por exemplo, pai e mãe, entre família e escola  etc.
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA - ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
ENSINO FUNDAMENTAL II
CONTRIBUIÇÕES DA ESCOLA PARA  REFLEXÃO
 
Texto adaptado do ARTIGO de José Outeiral,
A ADOLESCÊNCIA, A CRIATIVIDADE, OS LIMITES E A ESCOLA.
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ADAPTAÇÃO: UM TEMPO DE ACOLHIMENTO E FORMAÇÃO DE VÍNCULOS AFETIVOS.


A adaptação é um período delicado, importante e muito especial para as crianças e suas famílias, para os professores e para toda a equipe pedagógica envolvida nesse processo.

Tudo é novo e o novo gera expectativa pelo que estar por vir. O processo de adaptação traz intrínseco esse novo (que compreende ter contato o ambiente escolar, conhecer novas pessoas, mudar a rotina, etc), que será descoberto. Para esse período ser tranquilo, seguro e acolhedor para a criança, é preciso tempo, paciência, atenção e diálogo entre família e escola.

Cada criança é um ser único, com sentimentos e ações bem particulares; a adaptação para cada uma também é singular. A nossa função (enquanto educadores e familiares que irão acompanhar esse processo) é auxiliar com um olhar atento e afetivo para a necessidade de cada um.

Alguns procedimentos facilitam e colaboram para uma boa adaptação da criança na escola:

  • Cumprir os horários determinados para esses períodos;
  • Conhecer a rotina da escola;
  • Informar aos professores, durante esse período, pontos importantes da rotina e do “jeito” (gostos, preferências...) do (a) filho (a);
  • Conversar com o (a) filho (a) sobre esse processo de adaptação, estimulando-o (a) a novas descobertas, passando segurança e entusiasmo;
  • Buscar esclarecer todas as dúvidas referentes a esse processo e a rotina da escola com as professoras e/ou coordenação pedagógica. As dúvidas, por mais simples que possam parecer, devem ser esclarecidas;
  • Compreender que a socialização e a abertura de oportunidades para a aprendizagem que a escola proporciona serão altamente importantes para o desenvolvimento global da criança.

Se os pais e familiares percebem a importância desse processo de adaptação e compreendem os benefícios que a escola propõe para o crescimento de suas crianças, nossos “pequenos” perceberão essa esfera de segurança, confiança e entusiasmo! 

Com tempo, atenção e muito carinho, logo os “pequenos” estarão adaptados à rotina da escola e as famílias experimentarão a alegria de acompanhar os progressos e as boas novidades que virão!
                                                                                     

 Denise Philot.
 Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º ano.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

UM OLHAR PARA O TRABALHO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

“Alfabetizar matematicamente” é tão importante quanto  aprender a ler e escrever.

As crianças na escola vivenciam noções matemáticas o tempo todo, por meio de levantamento de hipóteses, comparações, relações entre numeral e quantidade, registro numérico, noções de tempo e espaço, etc.

A matemática está presente em todas as outras  áreas como linguagem, artes, música, brincadeiras e jogos, além da organização do pensamento e do raciocínio lógico.


Cabe à escola propor desafios e experiências que oportunizem a criança elaborar conceitos matemáticos e registrá-los. Ao ser desafiada, a criança usa o conhecimento que dispõe para solucionar o problema; ela compara, analisa, faz correspondência, cria, explora e inventa seu próprio modo de expressão, construindo ativamente e de forma autônoma sua aprendizagem.

Na educação infantil essa prática é diária e esses conceitos são trabalhados de forma concreta, real, e usando o estímulo do desafio, que gera naturalmente interesse e curiosidade. O jogo e a brincadeira têm papel fundamental fundamental também no trabalho com conceitos matemáticos e através deles, o professor atinge seus objetivos, abordando seus conteúdos programáticos.


As situações do cotidiano nos proporcionam muitas possibilidades para a elaboração e a formulação de problemas. Acontecimentos da sala de aula e da vida familiar das crianças são, frequentemente, pontes que servem como contextos para que as crianças construam, inventem, criem, levantem hipóteses, façam testagens, comparem e resolvam situações-problemas.

Dessa forma, usamos o jogo, a brincadeira, as situações cotidianas e os materiais concretos para a problematização e a investigação de ideias como forma de ensinar e aprender. Através desses meios, valorizamos a criatividade e a iniciativa da criança em buscar e propor soluções, explorar possibilidades, levantar hipóteses, justificar seu raciocínio e apreciar suas produções e conclusões.

                                  Denise Philot.
   Coordenadora da Ed. Infantil e 1º Ano do Ens. Fundamental.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

NUTRIÇÃO - ALIMENTAÇÃO DE 1 AOS 3 ANOS DE IDADE


Formação do Hábito Alimentar.
                
A criança deve acostumar-se com os sabores naturais dos alimentos desde cedo, preparados de forma simples, sem adição de muito sal, gordura e açúcar. Por isso, nada melhor que a comida caseira, o suco natural sem ou com pouco açúcar e frutas como sobremesa.

Distribuição das Refeições.
               
 Não é bom para adultos, no geral, e crianças, em particular, ficar muitas horas sem comer e, muito menos, pular refeições. As que têm este hábito podem, com o tempo, ter um déficit de energia e de nutrientes comprometendo o seu crescimento e desenvolvimento. Não é só isso. Crianças que passam horas sem comer ficam irritadas, choram mais e fazem birras por qualquer coisa. Na realidade, elas estão com fome e têm dificuldade em se expressar de outra maneira.

               
Para a criança manter-se sempre abastecida de energia, é recomendável que os alimentos a serem ingeridos durante o dia estejam distribuídos entre cinco e seis refeições. Quanto maior o número de diferentes alimentos que a criança recebe por dia, menor será a chance dela desenvolver carências de nutrientes.

Horário das refeições.
                
Os horários das cinco ou seis refeições diárias de crianças entre 1 a 3anos devem ser os mais coincidentes possíveis com os da família. É comum o seguinte esquema de refeições; café da manhã, colação, almoço, jantar e, dependendo do horário do jantar, deve-se oferecer leite antes de dormir. Esta última refeição só deve ser oferecida se a criança, em seguida, escovar os dentes.
                
Lugar de comer é na mesa, e sempre que possível, acompanhada da família. Mesmo considerando as
atribuições da vida moderna, recomenda-se que a criança faça pelo menos uma refeição ao dia com a família. Nesse momento, os pais devem conversar bastante com ela, dar exemplo comendo os mesmos alimentos que são oferecidos a ela e explicar a importância de uma boa dieta. O segredo é fazer tudo isso sem ser chato, sem obrigação e com prazer.
                
Ter horário certo para comer cria uma rotina que faz a criança sentir-se cuidada e, ao mesmo tempo, facilita a tarefa de seu organismo para metabolizar os alimentos. Com o tempo, nota-se que ela sente fome sempre na mesma hora, passando a esperar pelas refeições. Outro benefício desse hábito é a prevenção da obesidade. Estando sempre bem alimentada, a criança fica menos sujeita à alimentação por impulso, que normalmente ocorre em momentos em que está distraída brincando, na frente da televisão, na cama ou no carro[i].





[i] Fonte: Guia de Nutrição Infantil
Autor: Maria Luiza de Brito Ctneas - Nutricionista

terça-feira, 23 de julho de 2013

NOSSA PRIMEIRA FILIAL



EDITORIAL 1/2013
 
A GESTÃO DIFERENCIADA
           
A dinâmica dos negócios tem se tornado cada vez mais complexa, com novas tecnologias e ferramentas que fazem com que a competitividade fique ainda mais acirrada, exigindo mudanças cada vez mais rápidas e dinâmicas. Dessa forma, as tomadas de decisões são ainda mais arriscadas, fazendo com que as empresas, principalmente as que querem crescer, encararem diversos riscos.

Diante desse cenário, crescer de forma sustentável vem se tornando um verdadeiro desafio para todas as organizações. Dessa maneira, nada melhor para uma empresa do que completar 20 anos, sendo reconhecida como uma das melhores no seu segmento, por meio de prêmios e depoimentos de seus clientes extremamente satisfeitos com os seus serviços.


Refeitório
 
Sabemos que desafios aguardam o empreendedor que tem vontade de escalar, entretanto também temos conhecimento de que a recompensa, por sua vez, é muito mais satisfatória. Dessa forma, em 2013 estamos completando 20 anos de trabalho, e para fazer desse ano um marco na história de nossa escola, estamos dando um grande passo inaugurando nossa primeira filial.

A partir de nossa filial, continuamos a implementar nossa estratégia de crescimento sustentável, com o objetivo de aumentarmos a qualidade de nossos serviços, proporcionando aos nossos alunos novas experiências e o máximo de conforto possível com nossas novas instalações. Aos pais, garantimos que a seriedade e competência de nosso trabalho se manterão, garantindo a continuidade na excelência do ensino e também no cuidado e atenção da escola com seus filhos.

Fachada
Esse foi apenas um dos grandes passos dos muitos que ainda teremos pela frente. Nosso objetivo é continuarmos crescendo, sem perdermos nossa essência e paixão pelo que fazemos. Esperamos continuar sendo reconhecidos pelo nosso trabalho e dedicação, pois é isso que nos move.

Agradeço a toda nossa equipe, sem vocês nada seria possível. Agradeço também a todos os responsáveis pela confiança em nosso trabalho e, por fim, agradeço a todos os alunos, nosso maior orgulho.



Um abraço forte e até a próxima!
Maria Cláudia Sampaio
Direção