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terça-feira, 3 de julho de 2018

AS CRIANÇAS SÃO O QUE VIVENCIAM? VAMOS PENSAR SOBRE ISSO?


O Projeto MAIS AMOR POR FAVOR e as entrevistas das famílias no dia da Feira do Livro, do 1º período ao 1º ano, me levaram a refletir ainda mais sobre a importância de trabalharmos as habilidades socioemocionais.


Educar as crianças nunca foi fácil, mas...nos dias atuais, nem se fala! Todos os estudos apontam que o estilo de educação dado pelos pais, tem uma influência preponderante no desenvolvimentos escolar, social e emocional dos filhos.
                
As crianças, como diz a autora Doroty Law Norte, aprendem o que vivenciam. Elas estão observando os pais (primeiros e principais exemplos) e educadores o tempo todo.
                
O filósofo Mário Sérgio Cortella fala muito sobre o agir de acordo com a ética que dizemos ter. Segundo ele, devemos pensar sobre a concretização desses ideais no cotidiano familiar e escolar. Não adianta falar uma coisa e agir de outra forma. A transmissão de valores acontece pelo exemplo, na rotina diária, já que conceitos tão teóricos, como ética, respeito e honestidade são muito abstratos para a criança pequena.

O exemplo é a base para que a criança adquira valores importantes para a vida, como a generosidade, o respeito, a sinceridade, a perseverança, a tolerância, entre outros. Se quem educa não demonstra esses valores, será mais difícil das crianças desenvolvê-los.
                   
Segundo La Taille, os valores morais e éticos que norteiam o comportamento do indivíduo precisam ficar claros. Por meio dos valores adquiridos na infância que se forma uma pessoa atuante e ética.
                   
A escola é parceira nessa formação e local fundamental para o exercício da arte de conviver com o outro, se posicionar e respeitar diferenças. Nesse universo coletivo, as crianças vivenciam situações que favorecem a colaboração, a afetividade e o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais.Incluir valores na educação, significa despertar, em cada indivíduo, os melhores sentimentos.



                    
Se a criança vivencia uma educação proativa, ela vai ter vontade, responsabilidade e coragem de propor uma nova situação e avaliar o cenário de possibilidades que tem. Diante da comprovada importância das habilidades socioemocionais, deveríamos começar a trabalhá-lhas desde cedo.
                    
É importante essa reflexão, porque não queremos que as crianças obedeçam regras, apresentem valores éticos e sejam empáticas somente quando o adulto está presente, ou por receio de perder algo. Desejamos que elas, via exemplo cotidiano, tenham esses conceitos em sua formação e acreditem na sua importância para si e para os outros.
                     
Podemos concluir que educamos em valores quando as crianças mostram que têm conhecimento e respeito por elas próprias e pelos outros, assim como aprendem a escutar os outros (e se fazem ser ouvidas), a serem solidárias e tolerantes, a compartilharem o que sabem, a resolverem conflitos e a tomarem decisões. Dessa forma, torna-se possível um desenvolvimento harmonioso e saudável.


DenisePhilot.
Psicóloga. Psicopedagoga. Especialista em Neurociência Pedagógica.
Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º Ano.

terça-feira, 8 de março de 2016

LIMITE: PONTO FUNDAMENTAL NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.

 No contínuo processo de evolução, a criança sofre constantes mudanças - necessárias para o seu amadurecimento.


A transmissão de segurança emocional aos filhos começa desde cedo, enquanto ainda bebês, e passam pela via dos limites, que vão sendo internalizados pelas crianças.

No decorrer do desenvolvimento, com a aquisição da linguagem, a criança começa ainda mais a expressar o que deseja; é um momento que coincide com o controle dos esfíncteres. A criança passa a tentar controlar as situações, tentando colocar o “outro” (no caso, pais e professores) à sua mercê. É nessa interação que vai acontecendo o desenvolvimento.

Por volta dos 6 anos, a criança já tem condições de realizar escolhas, diante das quais os adultos devem ter bom senso e coerência.

Quem vai ensinar a criança a ser é o limite.



O LIMITE objetiva dar contornos a criança, dando segurança e apoio.

Estabelecer limites é, antes de tudo, uma questão de bom senso. Quando não se passa com clareza os limites, quando estes vêm mais da impulsividade e do momento do adulto do que de uma ação consciente de educação, os resultados são desastrosos.

Estabelecer limites significa dar noção de realidade à criança. Sem cortes e sem faltas, mergulha-se no mundo do capricho, da vontade imperiosa, afastando-se do desejo, essencial à realização de todo ser humano.


Agora cuidado, limite não é autoritarismo!

Precisamos tomar cuidado com os dois extremos:

- o excesso de negativas e as atitudes autoritárias são prejudiciais ao desenvolvimento da criança, porque podem vir a tolher suas expressões emocionais, sua expressão motora, sua capacidade criativa e o exercício de sua maneira de lidar (e desafiar) o mundo.

- o excesso de tolerância também é prejudicial, pois não permite a criança o desenvolvimento do senso crítico, além de sugerir uma indiferença por parte dos adultos.

Nada de incoerência e ambivalência

O adulto precisa ser “coerente” em suas atitudes e evitar situações contraditórias, como ilustra o ditado popular “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. A incoerência e a ambivalência confundem a criança que aprende, por meio da observação que faz das atitudes do adulto.

Dessa forma, estabelecer limites é ajudar a criança a se perceber como um ser entre muitos outros seres, onde cada um tem seu modo de sentir e agir, mas que todos se respeitam.

É essencial que os educadores (pais, professores e familiares) se conscientizem da função protetora do “não”, ao ser colocado com afeto, coerência e bom senso. Colocar limites representa proteção, segurança e cuidado.

 A função do limite não é agredir ou privar as crianças, mas ajudá-las a se inserir no princípio da realidade, entendendo que têm direitos e privilégios, assim como deveres e responsabilidades.

                                                                                
  Denise Philot.
                                                                                   Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º Ano.
                                                                                  ;denise@babylandiaeatuacao.com.br






segunda-feira, 26 de outubro de 2015

FEIRA INTEGRADA - INFORMÁTICA EDUCATIVA

Infokids - uma parceria de 10 anos!
As boas práticas inseridas no uso da Informática Educativa como ferramenta auxiliar no ensino, mostrou seu resultado na Feira Integrada da escola conveniada à Infokids há 10 anos. Projetos modernos e inovadores com alunos do 1º período ao 9º ano foram exibidos na sala de informática com a presença de pais, alunos e visitantes.

Os Projetos
Os projetos realizados pela Infokids ensinam o uso avançado do computador na realização de tarefas dentro do projeto pedagógico da escola.

Os alunos avançam em seu conhecimento em tecnologia com programas de uso profissional que só conheceriam em cursos de 1º linha do mercado.2015-10-24_10-43-07_534

Alguns dos projetos realizados:
– Planilha de cálculo para controle de consumo de energia elétrica. O uso de fórmulas e macros permitiu o desenvolvimento deste importante programa que mostra de forma clara o valor que cada eletrodoméstico adiciona na conta de luz.

– Produção de filmes – alunos do 3º ano utilizando o programa Muan criaram filmes com dicas de economia de energia. Estes filmes foram “linkados” a uma página HTML ficando disponíveis na Internet. Na exposição os pais tiveram acesso ao programa em Notebook´s equipados com fones de ouvido.
– Na Educação Infantil podemos citar a criação de eBook sobre brincadeiras infantis com textos digitados pelo 1º ano e ilustrações criadas pelo 3º período no programa KidPix.
Na Feira, a Infokids utilizou o “mural virtual” com os trabalhos sendo mostrados nos computadores separados por séries. Os trabalhos ficam armazenados em Nuvem privada da Infokids podendo desta forma serem enviados pelos pais para seu e-mail pessoal, impressos remotamente, compartilhados ou vistos posteriormente de qualquer lugar pelo acesso remoto ao nosso sistema de armazenamento.
Informática Educativa

Esta é a proposta da Infokids, ensinar aos alunos o uso da informática como ferramenta importante na criação de soluções e sistemas para o dia a dia, assim como realmente é. Desta forma cultivamos talentos que futuramente poderão ser responsáveis pela criação de programas que ajudarão a facilitar a vida de muitas pessoas.

Infokids Computação

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O TEMPO E A APRENDIZAGEM

Há uma interação contínua entre fatores biológicos, condições existentes pela genética, e as experiências culturais e sociais nas quais a criança está inserida.


Os primeiros anos de vida

A criança, desde os primeiros anos de vida, se apropria da cultura existente no seu contexto de desenvolvimento. Com os estudos da neurociência, foi comprovada a importância do desenvolvimento da criança bem pequena. Nesse período  há uma grande plasticidade cerebral. A criança pode aprender e fazer coisas de diversas naturezas.

A importância do tempo

A neurociência destaca a importância do tempo e do espaço no desenvolvimento da espécie. O tempo é vital quando falamos sobre o desenvolvimento infantil. Antes de tudo, há o tempo do amadurecimento biológico: embora o crescimento seja rápido e as mudanças visíveis e grandiosas, o desenvolvimento da criança segue o ritmo da espécie e este não é antecipado pelas intervenções dos adultos. A criança não fala, não engatinha, não anda, não desenha e não escreve, antes que as estruturas necessárias estejam disponíveis pela maturação do cérebro. As conquistas das crianças resultam de processos, tanto do ponto de vista neurobiológico, quanto dos socioculturais (aprender a comer de garfo e faca, assim como abotoar a blusa ou amarrar o tênis são vivências que precisam de um determinado tempo).




A principal condição para a criança pequena aprender e realizar é ter seu tempo respeitado.

Podemos dizer que o tempo da criança é regulado pela experiência: é a natureza da atividade que a criança realiza que define o tempo necessário para que se formem memórias de longa duração. Na criança, são os movimentos e a sequência de movimentos de uma mesma atividade os responsáveis pela formação de memórias que constituem seu desenvolvimento.


Aprender é complexo


Aprender é uma tarefa complexa. As crianças são diferentes, com ritmos neurais e histórias de vida singulares. Por isso, não se pode esperar que todas se desenvolvam ao mesmo tempo e da mesma forma. É fundamental estimular e respeitar o ritmo e o tempo de cada criança, além de reconhecer seus talentos e suas habilidades, assim como suas dificuldades. Essa é base de um desenvolvimento cognitivo e emocional saudável.





Denise Philot.
 Psicóloga, psicopedagoga, 
Especialista em neurociência pedagógica. 
Coordenadora do Berçário ao 1º ano do Ensino Fundamental



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terça-feira, 18 de agosto de 2015

HISTÓRIA DAS OLIMPÍADAS

Nossas OLIMPÍADAS ESCOLARES já completaram um semana recheada de atividades esportivas e culturais. Nossos alunos estão super animados e participam de tudo com muito empenho. Todas as equipes, a verde, a amarela, a vermelha e a azul estão cheias do espírito olimpíco. 
E por falar em Olimpíadas, você sabe qual a origem delas?
Nós pesquisamos na internet e postamos aqui para você. 
Abraços
Babylândia e Atuação

Origem

As Olimpíadas Antigas foram uma série de competições atléticas disputadas por atletas das cidades-estado que formavam a Grécia Antiga. De acordo com registros analisados por historiadores, os Jogos Olímpicos surgiram no ano de 776 a.C na cidade de Olímpia (região sudoeste da Grécia). Estes jogos foram celebrados até o ano de 393.

Importância para os gregos


As Olimpíadas possuíam uma grande importância para os gregos, pois possuía caráter religioso, político e esportivo. Primeiramente era uma forma de homenagem aos deuses, principalmente Zeus (deus dos deuses).  Era também um momento importante na busca pela harmonia entre as cidades-estados. Servia também como um evento de valorização da saúde e do corpo saudável.

A Paz Olímpica 

Os jogos ocorriam de quatro em quatro anos. Na época da realização do evento esportivo ocorria uma trégua nas guerras e conflitos. A conhecida "paz olímpica" servia para garantir segurança para os atletas que tinham que se deslocar de suas cidades-estado até Olímpia.

Participação e prêmios

Na antiguidade somente os homens livres que falavam a língua grega podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os vencedores das competições eram tratados como heróis em suas cidades-estado. Ganhavam prêmios que simbolizavam a honra e a glória conquistada. Coroas de louro e  ramos de palmeira eram dados aos atletas vencedores.

As modalidades

Os atletas disputavam várias modalidades na antiguidade como, por exemplo, arremesso de disco, corrida, natação, pentatlo, boxe, luta, salto a distância entre outros.

Fim das Olimpíadas na Grécia Antiga

Já sobre o domínio do Império Romano cristianizado, os gregos foram proibidos, em 392 pelo imperador Teodósio I, de praticar qualquer manifestação que valorizasse o politeísmo (culto a vários deuses). Desta forma, os últimos Jogos Olímpicos ocorreram em 393.





terça-feira, 4 de agosto de 2015

ORIGEM DO DIA DOS PAIS

Você já se perguntou qual é a origem do Dia dos Pais? Você sabia que ele tem origens distantes com relatos na antiga Babylônia?
Pesquisamos e descobrimos uma boa história para contar pra você.
Confira.

"A origem do dia dos pais teve o intuito de incentivar o respeito pelos pais e fortalecimento dos laços familiares. O Dia dos Pais tem origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
Nos Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dood, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dood, criou o Dia dos Pais em 1909. Ela teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais ao ouvir um sermão dedicado às mães. Além de admirar o pai, o objetivo de Sonora era homenageá-lo devido o grande esforço que John tivera para criar os filhos sozinhos, após o falecimento da esposa em 1898 quando dava a luz ao sexto filho. John criou o recém-nascido e seus outros cinco filhos sem ajuda de ninguém.
Nos Estados Unidos, o dia dos pais é comemorado no terceiro domingo de Junho. Outros países como: África do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Eslováquia, Filipinas, França, Hong Kong, Holanda, Índia, Irlanda, Japão, Malta, Macau, Malásia, México, Peru, Reino Unido, Turquia, Venezuela; também comemoram na mesma data.Em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washington, nos Estados Unidos. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de Junho de 1910. A data tornou-se uma festa nacional, foi oficializada pelo presidente americano Richard Nixon em 1972.
O dia dos pais no Brasil, onde a comemoração é no segundo domingo de Agosto, tem como autor da data o publicitário Sylvio Bherinh, em meados da década de 50, festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953."
Quer saber mais? Então clique aqui
Aqui também tem outra história muito boa  Site Brasil Escola
Imagem: http://www.freedigitalphotos.net/


segunda-feira, 27 de julho de 2015

A GERAÇÃO SMART NÃO É NECESSARIAMENTE INTELIGENTE

A frase do professor de Psicologia da Aprendizagem e do Desenvolvimento e da Personalidade do Instituto de Psicologia da USP – José Leon Crochik – nos faz pensar na influência digital na aprendizagem, questão bastante pensada e discutida atualmente no ambiente escolar.
                                                         

A questão principal é como essa “geração smart” irá aprender e reter o conhecimento.      

        

Do ponto de vista da Neurociência, o uso dessas tecnologias impacta o funcionamento do cérebro. Segundo o neurocientista Fernando Louzada, “toda nova ferramenta incluída na vida de uma pessoa passará a ser representada pelas redes neurais e a fazer parte do corpo. Daí aquela agonia de não poder  ligar o celular no voo – parece que falta uma parte do nosso braço”.
                                    
No entanto, não há como afirmar se há diferença no cérebro dos que já nasceram com a internet consolidada. O professor José Leon diz que temos “uma geração dispersa, mas todos os estímulos dão mensagens similares e, portanto, são fixadas em nossa memória”.

Geralmente não há o aprofundamento para a compreensão dessa informação.


               
Todo o aparato tecnológico vai de encontro a faixa etária de 0 à adolescência, pois traz respostas rápidas e recompensas imediatas. O que preocupa é que crianças e jovens podem aprender a operar aparelhos, mas não compreenderem o conteúdo que transmitem. Daí, a falsa ideia de autonomia pode prejudicar o desenvolvimento, pois é fundamental a mediação do adulto na aprendizagem, desde a primeira infância até a adolescência.
               
Vygotsky já nos dizia que o ser humano aprende, amadurece e se desenvolve a partir da relação com o outro.
                
Como tudo que é feito em excesso, as crianças precisam combinar o que é digital com o analógico, os jogos virtuais com os reais/físicos e a escrita digital com a manual. Quanto maior a variedade de estímulos, maior riqueza de possibilidades para a aprendizagem.
               
Segundo a neurocientista Carla Tieppo, “no contexto atual, no qual os estímulos chegam das mais variadas fontes, é preciso ter atenção redobrada às atividades que exijam um pouco mais de esforço mental. Especialmente com as crianças, que ainda estão com o cérebro em construção. O estímulo por si só, se não for organizado, entendido, se não gerar uma experiência, só trará estresse”.
               
Nesse quadro, cabe às escolas e aos educadores uma mudança nos seus próprios conceitos e nas maneiras de educar – o jovem de hoje gosta de ser desafiado.

               

Os seis primeiros anos de vida formam a época que a criança se desenvolve mais do que em qualquer outra época da vida. 


A qualidade desse desenvolvimento depende em grande parte das oportunidades diversificadas de experimentação e trocas com o outro e com os conhecimentos que adquire na escola e na família.
               
Precisamos equilibrar momentos “on” com outros (e muitos) “off” para que nossas crianças vivenciem, experimentem, cheirem, toquem, coloquem os pés no chão, convivam com o outro, interajam, mexam na terra, testem suas hipóteses e busquem novas alternativas e respostas.

O equilíbrio em educação é primordial, necessário e fundamental.


Denise Philot.
              Coordenadora Pedagógica do Berçário
 ao 1º Ano do Ensino Fundamental.



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

SACOLAS PLÁSTICAS. USAR OU NÃO USAR, EIS A QUESTÃO. O QUE VOCÊ ACHA?

Nossos alunos do 5º Ano estão envolvidos em projetos que cuidam da sustentabilidade, e são constantemente desafiados a debater o assunto. Também são levados à reflexão sobre o consumismo nos dias atuais. 
Nesse post, você vai poder acompanhar um pouco dessa discussão através da produção textual de alguns deles. 
O tema foi a utilização ou não das sacolas de plástico utilizadas em nosso dia a dia.
Cada um deles foi muito sincero, e falaram aquilo que realmente pensam a respeito dessa questão. 
Confira e participe você também dessa discussão.
Babylândia e Atuação

Sacolas plásticas: sim ou não?





Mariana Conde

Na minha opinião, as sacolas plásticas não deveriam ser utilizadas, pois além de cooperarem para o esgotamento de  um recurso natural (petróleo), e poluírem mares e rios, elas demoram cerca de 400 anos para de decompor.
                
Muitos mercados já dão opção do cliente usar sacolas retornáveis. Mas a maioria dos clientes escolhe
a sacola plástica, que é feita de um material neutro, higiênico e reutilizável, mas que demora muitos anos para de decompor.
                 
Em São Paulo, por exemplo, já existiu uma lei que proibia o uso dessas sacolas, mas logo foi revogada, pois os clientes se negavam a comprar sacolas retornáveis.
                
Eu penso que os mercados poderiam usar as sacolas biodegradáveis ou dar de graça as retornáveis. Enquanto eles não fazem isso, podemos fazer a nossa parte, levando nossa própria sacola ou reciclando as “normais”.


Camille Gomes
          
Eu sou a favor do uso das sacolas de plástico.
                
Muitas pessoas dizem que ela polui o meio ambiente porque demora muito tempo para de decompor, mas isso só acontece porque as sacolas são descartadas de forma incorreta. As sacolas plásticas são higiênicas, neutras, inodoras e ajudam na praticidade do dia a dia. Além disso, as sacolas plásticas podem ser reutilizadas e são 100% recicláveis.
                
Se as sacolas plásticas forem usadas de forma correta, elas não irão poluir tanto o meio ambiente.
                
Se quisermos que a poluição causada pelas sacolas plásticas acabe, devemos descartá-las de forma correta. Então, reutilize-as.



Ana Carolina Ramos Figueiredo

Na minha opinião, sim, as sacolas de plástico devem ser substituídas. Eu sou contra o uso dessas sacolas, pois elas prejudicam o meio ambiente.
A praticidade das sacolas não justifica o estrago emitido na natureza. O plástico das sacolas demora mais de 100 anos para se decompor. Alguns animais confundem as sacolas de plástico com alimento, comem e depois morrem de intoxicação alimentar ou por ter engasgado com o material não comestível que ingeriram.

Essas sacolas podem ser práticas, mas causam impactos ambientais negativos. Então, a dica que eu dou é substituir o uso dessas sacolas plásticas por bolsas de pano que são reutilizáveis e, pelo seu tamanho, são bem práticas. Meu conselho é: substitua as sacolas de plástico.



Maria Fernanda

Eu sou a favor do uso das sacolas plásticas, pois elas podem ser reutilizadas.
                
As sacolas plásticas também têm suas vantagens, por exemplo: elas são higiênicas, neutras, inodoras e podem ser reutilizada. O problema não é com a sacola, é com as pessoas que não a usam corretamente, jogam elas em qualquer lugar, poluindo o meio ambiente.
                
Reforçando minha opinião, eu sou a favor do uso das sacolas plásticas. Então, recicle, reutilize a sacola plástica e estará ajudando o meio ambiente, pois as sacolas jogadas em qualquer lugar,m poluem o meio ambiente.



Francisco
             
Na minha opinião, as sacolas plásticas deveriam ser substituídas, porque elas são um dos motivos dos entupimentos dos esgotos; às vezes, até um dos motivos de várias enchentes, e também poluem o meio ambiente.
               
Em São Paulo, houve um certo período em que as sacolas plásticas não foram mais usadas em 80% dos supermercados, por causa da lei criada. Mas não durou muito tempo essa lei, pois a população teria de comprar bolsas – ecobags- , que eram vendidas no lado de fora dos supermercados. Com isso, a população, além de terem que comprar o que necessitam, teriam que comprar as bolsas ecobags.
               
Eu sou contra o uso dessas sacolas plásticas. Então, ajude o meio ambiente, passe a usar bolsas ecobags.
                
Tudo isso é para um mundo mais verde.




Lara
                
Na minha opinião, as sacolas plásticas devem ser substituídas pela ecobag (bolsas de pano).
                
As sacolas plásticas cooperam para o esgotamento de um recurso natural, poluem rios, mares e lagos causando morte de inúmeras espécies de animais marinhos, e entope bueiros.
                
As sacolas de pano não causam prejuízos ao meio ambiente e nem doenças nas pessoas. Ela pode ser utilizada e reutilizada quantas vezes for preciso. Se ela sujar, é só lavar.
                
Vamos ajudar o planeta usando bolsas de pano ou caixas de papelão, para que as sacolas plásticas sejam substituídas.




Luisa Brant
         
Na minha opinião, as sacolas plásticas não deveriam ser usadas, por isso eu sou contra o seu uso.
                
Eu penso assim, porque elas prejudicam muito o meio ambiente, demorando mais de 200 anos para se decompor na natureza, além desse problema, as sacolinhas contribuem para esgotamento de sua matéria-prima, o petróleo, que é muito importante para a realização de outros objetos necessários no nosso dia-a-dia. Elas também contribuem para o entupimento de bueiros, enchentes e várias outras coisas...
               
Por isso eu sou contra o seu uso. E te dou um alerta: evite usar essas sacolinhas plásticas! Dê preferência às ecobags! Assim você ajuda o nosso planeta!




Natan Azevedo Gomes

Eu penso que as sacolas plásticas fazem muito mal ao meio ambiente. Sou contra o uso delas e penso que elas devem ser substituídas. Vou explicar o porquê:
                
As sacolas plásticas são feitas de petróleo, que é um material não renovável, ou seja, no futuro, poderemos ficar sem outros produtos que necessitam de petróleo. Essas sacolas também liberam produtos químicos nocivos durante sua decomposição, contaminando o local onde foram descartadas. Além disso, muitos animais as confundem com alimento.
                
As sacolas plásticas podem ser substituídas por bolsas de pano, sacos de papel ou caixas de papelão, que já são distribuídas por algumas redes de supermercado.
                
Na Europa, várias pessoas já levam suas próprias sacolas para o supermercado. Na Alemanha, as pessoas pagam um preço muito alto para utilizar sacolas plásticas e , na Inglaterra, já são oferecidas sacolas totalmente biodegradáveis.
                
Por isso, sou contra o uso das sacolas plásticas e penso que elas devem ser substituídas. Quando você for ao supermercado, leve sua própria sacola. A natureza agradece.




Karolina Monteiro
              
Eu penso que as sacolas plásticas não são um problema, eu sou a favor do uso desse produto.
                
Ninguém é inimigo do meio ambiente, ou seja, nem as sacolas plásticas. Esse produto é 100% reutilizável. O problema não está no produto, está no modo inadequado de usar. Se reutilizarmos esse produto e reciclar, não iremos agredir o meio ambiente. Eu sei que elas demoram aproximadamente 300 anos para se decompor e outras coisas também. Mas elas também são higiênicas, são feitas de um material neutro e inodoro, também afasta ratos e outros animais que trazem doenças, ou seja, saúde pública garantida. Tanto que há em São Paulo (SP) a lei revogada, em caso de necessidade pode usar as sacolas plásticas. Se nós começarmos a usar esse produto adequadamente, iremos ajudar o meio ambiente, e nos ajudar também.
                
Eu estou dando uma sugestão, a final cada um tem uma opinião. Pense um pouco na hora de dar a 
sua.


E você? O que acha sobre o assunto? Deixe seu comentário, sua opinião vai nos ajudar bastante nesse debate.
























segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DE QUEM É A BOLA? O consumismo na contramão da sustentabilidade.

De quem é a bola? Dos pais ou da escola?
Um jogo na educação escolar...


O consumismo na contramão da sustentabilidade, nos desafia a refletir a dinâmica de  “quem educa quem”,  um jogo de empurra-empurra de responsabilidades, de definição de papéis na Educação da criança, que, nesse jogo, é “a bola”. No mundo capitalista, predatório e globalizado, na busca pelo “ter”, pela famosa felicidade, onde fica a qualidade da formação do sujeito? Pais, professores, coordenadores, gestores escolares, líderes, representantes do governo são responsáveis pelo futuro das crianças, sujeitos individuais e sociais. E a escola, nesse contexto, tem a tarefa principal de contribuir para a atuação pedagógica, com a participação efetiva de todos.


Na contemporaneidade, em que a velocidade e o dinamismo dos processos existenciais, educativos e vivenciais permeiam a busca pela melhor preparação do sujeito, o novo paradigma social, exige-se um sujeito formado, informado, conectado e preparado para viver relações em grupo, a escola tem o grande desafio de formar sujeitos. Os pais, consequentemente, trabalham, estudam, buscam seus objetivos e a tão significativa felicidade, e, nesse corre-corre da busca, do encontro, chegam os questionamentos: “E a família?”, “E os filhos?”, “Quem faz o quê?” “De quem é o papel de educar?”, “Como deve ser o modelo educacional?”, “Como o sistema político atual prepara os sujeitos para o futuro?”, “De quem é a bola?”

Certamente, o sucesso da criança no ambiente escolar está articulado à tríade pais-escola-aluno, elementos fundamentais para proporcionar resultados satisfatórios no processo de aprendizagem.
Trabalhar com os temas Consumismo e Sustentabilidade será desafiante para educadores, alunos e familiares, pois envolverá além de formação de novos conceitos, mudanças de hábitos e atitudes.

À medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de
necessidades e desejos crescentes, surgem manifestações e movimentos, inclusive educacionais, que refletem a consciência de parte da população sobre o risco que a humanidade corre ao afetar de forma tão violenta o seu meio ambiente. A exploração dos recursos naturais passou a ser feita de forma intensa. Os recursos não – renováveis, ameaçam esgotamento. Milhares de toneladas de lixo são produzidos diariamente, assim como aumenta o desperdício de água e energia,  o consumo exagerado e desnecessário, que caracterizam a sociedade descompromissada e irresponsável com o planeta que é sua casa. Portanto é urgente a necessidade de se discutir e repensar nossas práticas e como elas estão relacionadas à preservação do meio ambiente.


O compartilhamento entre escola e família ensina a criança a vivenciar os sentimentos abrindo oportunidade e ensinando-a a ser reflexiva. Em vez de apenas reagir aos acontecimentos à sua volta, oportunizaremos a todos os envolvidos nesta reflexão sobre o meio ambiente, um comprometimento responsável com as ações do cotidiano. Além disso, essa relação cria e fortalece vínculos; nesse momento em que todos estão juntos, o aluno, o cidadão perceberá que não está sozinho na preservação e no processo de aprendizagem.








Projeto: "O consumismo, na contramão da sustentabilidade."
Fundamental I