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terça-feira, 19 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 – FAÇAM AS SUAS APOSTAS, POIS A MATEMÁTICA ESTÁ NO AR!



Como em uma progressão aritmética, de 4 em 4 anos somos tomados pela euforia, pelo entusiasmo, pela confiança e por um nacionalismo que se revela em sorrisos e em adereços nas cores da nossa bandeira.


Sim, a COPA DO MUNDO nos une e nos faz lembrar que somos um só povo, integrantes de uma nação de imenso potencial.

Pensando nesse entusiasmo, foi proposta à turma da 2ª. Série do Ensino Médio que fizessem um estudo de toda a matemática envolvida na copa. E as descobertas foram surpreendentes!

Para a  aluna Luiza Meireles  o trabalho foi muito importante porque abordou não só a pesquisa sobre a os copas do mundo ao longo do tempo, mas também em como a matemática está envolvida em tudo o que compõe o nosso cotidiano. Ela conta ainda que a ideia é que fossem, durante a execução do trabalho, identificando vários conceitos matemáticos. “Um campeonato desse tipo envolve probabilidade, análise combinatória, exponencial...!” acrescenta Luiza. E que  o trabalho valorizou também a união do grupo e o trabalho em equipe. “Nessa proposta, que também nos orientava a montar um mural da turma, não deu para trabalhar sozinhos. Precisamos nos unir para que tudo saísse como desejado.”

O professor Paulo Artur explica o comentário da Luiza e complementa:
“Percebemos que a tabela da Copa do Mundo é disposta em fases eliminatórias, cuja classificação das seleções se dá em função exponencial decrescente. Montamos gráficos estatísticos correlacionando dados de outras copas. Alguns alunos se interessaram em fazer o estudo dos resultados entre as seleções que participaram da copa, transformando esse estudo em estatística”.

Os alunos fizeram também cálculos utilizando as probabilidades para saber, por exemplo, a chance do Messi jogar contra Cristiano Ronaldo, as chances de um país africano ser campeão da copa do mundo 2018, as chances do Brasil pegar a Alemanha na segunda fase, dentre outras....
O envolvimento chegou a todo o Ensino Médio e também ao 9º. Ano, professores e funcionários.
 A turma, motivada pela pesquisa, sugeriu fazerem um “bolão” para que houvesse motivação até o fim da copa! Todos puderam dar o seu palpite e a turma se comprometeu em conferir todas as “apostas” e divulgar rodada a rodada a pontuação de cada participante.

Ver os alunos motivados, professor atento, um espaço de aprendizagem, parceria e muita matemática no ar, nos enche de satisfação.

Bom, o resultado dessa movimentação pode ser acompanhada no mural gigante sobre A COPA DO MUNDO 2018 e sobre AS COPAS ATRAVÉS DOS TEMPOS que tomou as paredes do hall do 3º. Andar da nossa escola. 

É isso aí. “Todos juntos vamos, pra frente Brasil, Brasil, Salve a Matemática!” Digo, Salve a Seleção.

Esta edição contou com a participação do 
Professor Paulo Artur da Silveira – autor do texto.





quarta-feira, 6 de junho de 2018

APRENDER UM NOVO IDIOMA É DIFÍCIL, PORÉM POSSÍVEL

A trajetória para aprender um novo idioma é cercado de desafios, demanda tempo e requer esforço. No início, geralmente, o aluno está disposto e confiante, demonstrando muito interesse no que está por vir.  Mas também é comum que ele se sinta ansioso e inseguro diante das questões que o aprendizado de um novo idioma impõe e é, justamente, no momento em que essas últimas sensações se sobrepõem às primeiras, que muitas pessoas desistem. O caminho é quase sempre o mesmo, na maioria da vezes, é difícil, porém possível.
ENSINO BILÍNGUE

A internet como aliada

A geração atual tem a internet como sua aliada, com uma gama de possibilidades, que ajudam no desenvolvimento de um novo idioma. Os jovens podem aprender através de músicas, vídeos, jogos interativos, etc. Contudo, sejamos realistas! Aprender outro idioma não é fácil. A maioria dos alunos descobre que falar uma língua estrangeira requer muito mais esforço e persistência do que estão realmente dispostos a dar, os resultados não são a curto prazo e dependem muito mais do próprio aluno do que de qualquer outro fator.

 Uma trajetória de sucesso na aquisição de uma nova língua

Tomando como ponto de partida que já conhecemos muitos exemplos de pessoas que fracassaram ao aprender um novo idioma, gostaria de compartilhar a história da aluna Rayssa Mattos, do 2º Ano do Ensino Médio, que estuda na Babylândia e Atuação Escola Bilíngue, desde a Educação Infantil. A Rayssa parecia muito motivada a estudar inglês quando criança, porém, conforme o ensino da língua ficava mais desafiador, ela parecia ficar mais desmotivada. Foram inúmeras as conversas com a mãe da aluna, que nunca desistiu, e cobrava da filha o tempo todo que ela estudasse.

Quando a Rayssa entrou na adolescência, ela deixou de ser uma aluna desinteressada e passou a ser uma aluna que estudava – palavras da aluna que ainda acrescentou: “Antes eu não estudava! Hoje, quando tenho que estudar, passo quase três horas mergulhada nos livros. Além disso, assisto todas as séries em inglês”.

Rayssa reconhece o esforço da mãe em colocá-la em uma escola bilíngue e exigir dela esforço para que aprendesse de verdade o segundo idioma. A Renata, mãe da Rayssa, se enche de orgulho ao falar da filha e pontuar o crescimento linguístico da adolescente: “Agora, quando viajamos, a Rayssa cuida de tudo! Ela me ajuda a comprar o que eu quero, ela interage com os americanos com segurança e ainda usa gírias e expressões nativas com muita eficiência.”

Trazer um pouco dessa trajetória de sucesso da nossa aluna Rayssa, nos enche de orgulho e nos faz acreditar que estamos no caminho certo. A Rayssa é um bom exemplo de que resultados só aparecem com esforço e dá trabalho. Talvez, por isso pareça, para tanta gente, muito sedutora a proposta de eliminar as antigas tradições no ensino de línguas estrangeiras e investir em novos métodos, mais rápidos e eficazes. Logo, não conheço nenhum método eficaz que tenha desenvolvido a língua inglesa sem esforço. O aluno não pode ter 100% de fluência se ele só se dedicou 50% - infelizmente, essa conta não fecha.

 Embora saibamos que a tarefa da escola é árdua, ensinar inglês por um longo tempo e manter nossos alunos motivados é um dos principais objetivos do ensino bilíngue da Babylândia e Atuação. Para que isso aconteça, a gente precisa do tempo escolar, da dedicação do aluno e da parceria das famílias – essa conta é a única que fecha com saldo positivo.


Renata Pontes Barreiros
Coordenadora Pedagógica do Bilíngue 
Graduada em Letras - UERJ
Pós Graduada no Ensino de Línguas - UERJ
Mestre em Educação – Área de Currículo e Linguagem - UFRJ

         


quarta-feira, 2 de maio de 2018

CONSTRUINDO MENTES QUE PENSAM



"There is nothing as powerful as a thinking mind."
"Não há nada tão poderoso quanto uma mente pensante."






Ser uma escola bilíngue é, antes de qualquer coisa, ensinar duas línguas de forma eficiente, e isso, a Babylândia e Atuação não só tem certeza que faz, como também é chancelada por outras instituições renomadas, como as Universidades de Cambridge e Valencia. No entanto, a escola sempre pensa no que pode acrescentar a esse ensino bilíngue, de forma a ampliar o aprofundamento dos alunos no segundo idioma.

Nesse sentido, um dos projetos que tem movimentado a escola, entre tantos outros, mas que merece destaque é o “Made for Minds”, cujo lema principal é promover um debate sobre algum tema de relevância social, entre os alunos do 6º ao 9º Ano do Fundamental, levando em conta a seguinte filosofia: “There is nothing as powerful as a thinking mind” (“Não há nada tão poderoso quanto uma mente pensante.”).

O último tema debatido nesse projeto foi o “Time’s up”, expressão utilizada pela mídia, atores e artistas em solidariedade às vítimas de assédio e violência, que foram ouvidas e amparadas pela sociedade, recentemente, em vários eventos importantes como o Oscar/2018. Ao trazer à tona, na língua inglesa, esse tema polêmico, a escola pretende despertar nos alunos o senso crítico, a procura pela informação correta, num movimento contrário as fake news, no intuito de despertar nos alunos a sensibilidade para os vários assuntos que temos vivido recentemente no mundo e que nos afeta, ainda que não tenhamos ciência disso ou que consideramos distante da nossa realidade.

“Time’s up” revelou, em nossas salas de aula, como precisamos debater essas questões que envolvem as diferenças sociais, como preconceito racial e sexismo.  Além de nos ter feito perceber o quanto essa geração está atenta a essas ideias do mundo globalizado, na busca por valores que reprimam qualquer tipo de exclusão – isso nos leva a pensar que estamos no caminho certo, afinal acreditamos numa educação linguística de qualidade para construir uma sociedade mais tolerante, cujas diferenças de comportamento e de escolha sejam respeitadas e valorizadas.  

O caráter multicultural desse projeto não se restringe apenas às temáticas abordadas e ao desenvolvimento da língua inglesa, ele propõe desafiar os alunos a se colocar em um mundo social cada vez mais plural, utilizando repertórios linguístico-discursivos, de uma língua internacional, articulada a aspectos culturais para o exercício do protagonismo social. Essa lógica nos guia na direção de construirmos mentes que pensam, alunos que sonham e que, futuramente, darão a sua contribuição para um mundo melhor.


Renata Pontes Barreiros
Coordenadora Pedagógica do Bilíngue
Graduada em Letras - UERJ
Pós Graduada no Ensino de Línguas - UERJ

                                     Mestre em Educação - Área de Curriculo e Linguagem - UFRJ                                                                       

domingo, 8 de abril de 2018

EXPOSIÇÃO DOS DIORAMAS DO FUNDAMENTAL 2

Leem tanto esses jovens que por pouco não viram lenda, mas suas leituras viram dioramas - cenas estáticas de um dos livros do período.

Quem viu, viu os dioramas de: Contos de fadas, O decreto da alegria, Não era uma vez, A bolsa amarela, Bisa Bia. Bisa Bel, O olho de vidro do meu avô, O mistério da casa verde e do louquíssimo Dom Quixote, viu também eternizados em uma cena Felicidade clandestina e Capão pecado.

Os dioramas chamaram a atenção dos olhares voltados para o cotidiano e encheram o corredor da mais pura e da melhor literatura produzida pelo gênero humano. Entre livros seculares e contemporâneos pudemos contemplar, com estes olhos que não são de vidro, a literatura vista pelos alunos do Atuação.

Mas o que é um Diorama?

"O diorama é uma modalidade de maquete da qual representa algum tipo de situação. Em outras palavras, é um espaço cênico de tamanho normalmente reduzido que serve para representar realidades diversas em três dimensões, como presépios, episódios históricos, hábitats naturais, espaços urbanos, etc.
Estas maquetes são usadas normalmente nas escolas, mas também em museus, nas salas de exposições ou entre colecionadores que pretendem representar sua paixão por algum assunto ou tema específico.

Em relação ao vocábulo diorama, o mesmo provém do grego e literalmente quer dizer através da vista.

O aparecimento dos primeiros dioramas

No início do século XIX não existia a fotografia nem o cinema. Nesse contexto, o teatro era o espetáculo mais popular e reconhecido socialmente. A invenção do primeiro diorama se deve ao francês Louis Daguerre, que desenvolveu um espetáculo visual na qual os espectadores observavam cenas de animação que mudavam de aparência com efeitos no palco e na iluminação. O diorama é uma variante da cenografia teatral e considerado um elemento precursor da cinematografia."




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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

10 FATOS QUE OS PAIS DEVEM SABER SOBRE O CÉREBRO DOS ADOLESCENTES



Eles são dramáticos, irracionais e fazem cena sem aparentemente nenhuma razão. Eles têm uma profunda necessidade de maior independência como preparação para a vida adulta, mas ainda precisam do carinho que recebiam quando eram crianças.


Após a infância, a mudança mais radical no cérebro dos humanos acontece justamente na adolescência. Seja você um adolescente, pai de um ou apenas alguém que é obrigado a conviver com eles, acompanhe 10 que deveria saber sobre o cérebro durante essa fase da vida:

1. Período crítico de desenvolvimento



Vagamente definida como o período entre 11 a 19 anos, a adolescência é considerada um período crítico de desenvolvimento – e não apenas na aparência.
“O cérebro continua a mudar ao longo da vida, mas há grandes saltos no desenvolvimento durante a adolescência”, explica Sara Johnson.

E assim como um adolescente pode passar por um processo de crescimento desajeitado, ele pode também adquirir novas habilidades cognitivas e competências durante essa fase da vida, conta Sheryl Feinstein, autora da obra “Dentro do Cérebro Adolescente: Ser Pai é um Trabalho em Progresso”.

“Os pais devem entender que não importa quão alto o seu filho já está ou quão adulta sua filha se veste, eles ainda estão em período de desenvolvimento, que irá afetar o resto da sua vida”, ressalta Johnson.

2. Cérebro ainda florescendo


Os cientistas costumavam pensar que apenas bebês possuíam uma superabundância de conexões neuronais, que são “podadas” em um arranjo mais eficiente ao longo dos três primeiros anos de vida.

No entanto, estudos de imagens cerebrais feitos nos últimos anos descobriram que uma segunda explosão de brotamento neuronal acontece logo antes da puberdade. O pico ocorre aos 11 anos para as meninas e aos 12 nos meninos.

As experiências de adolescentes – desde ler romances de vampiros até aprender a dirigir – moldam esta nova massa cinzenta, seguindo principalmente a estratégia de “use ou esqueça”, diz Johnson. A reorganização estrutural continua até os 25 anos de idade, apesar de pequenas mudanças permanecerem por toda a vida.

3. Novas competências mentais


Devido ao aumento da massa cerebral, o cérebro adolescente se torna mais interligado e ganha poder de processamento, explica Johnson.

“Adolescentes começam a ter as habilidades computacionais e de tomada de decisão de um adulto, caso tenham determinado tempo e acesso à informação”, diz.

Porém, no calor do momento, suas decisões podem ser excessivamente influenciadas pela emoção, tendo em vista que seus cérebros confiam mais no sistema límbico (o banco emocional do cérebro) do que o córtex pré-frontal, mais racional, conta Feinstein.

“Esta dualidade de competência do adolescente pode ser muito confuso para os pais”, comenta Johnson. Isso significa que, por vezes, os adolescentes fazem coisas estranhas como socar a parede ou dirigir rápido demais, mas quando perguntados da razão, eles não conseguem achar motivos racionais para seus atos.

4. Birras adolescentes


Adolescentes estão no meio da aquisição de novos conjuntos de habilidades incríveis, especialmente quando se trata de comportamento social e pensamento abstrato.

Entretanto, eles ainda não são bons em usar essas novas capacidades mentais. E quem acaba sendo os cobaias? Principalmente, os pais. Muitos adolescentes veem o conflito como um tipo de autoexpressão e podem ter dificuldade para se concentrar em uma ideia abstrata ou para compreender o ponto de vista dos outros.

Assim como quando se lida com as birras de primeira infância, os pais precisam se lembrar de que o comportamento teen “não é uma afronta pessoal”, aconselha Johnson.

“Eles estão lidando com uma enorme quantidade de informações sociais, emocionais e cognitivas, e têm habilidades subdesenvolvidas para lidar com isso. Eles precisam de seus pais – as pessoas com o cérebro adulto mais estável – para ajudá-los, mantendo a calma, ouvindo-os e sendo bons modelos”, acrescenta Feinstein.

5. Emoções intensas


“A puberdade é o início de mudanças importantes no sistema límbico”, diz Johnson, referindo-se à parte do cérebro que não só ajuda a regular o ritmo cardíaco e os níveis de açúcar no sangue, mas também é fundamental para a formação de memórias e emoções.

Parte do sistema límbico, a amídala liga as informações sensoriais às respostas emocionais. O seu desenvolvimento, juntamente com as alterações hormonais, pode dar origem a novas experiências intensas de raiva, medo, agressividade (inclusive para si mesmo), excitação e atração sexual.

Ao longo da adolescência, o sistema límbico está sob maior controle do córtex pré-frontal, a área logo atrás da testa, associada com o planejamento, o controle de impulsos e o pensamento de ordem superior.

Enquanto outras áreas do cérebro começam a ajudar a processar a emoção, os adolescentes mais velhos ganham mais equilíbrio nesta área. Até lá, porém, muitas vezes eles são mal-interpretados por professores e pais, diz Feinstein.

“Você pode ter todo o cuidado possível e ainda assim causar choro ou raiva porque eles simplesmente interpretam mal o que você diz”, completa.

6. O prazer de ter amigos


À medida que os adolescentes se tornam melhores no pensamento abstrato, sua ansiedade social aumenta, de acordo com pesquisas.

O raciocínio abstrato torna possível considerar as perspectivas a partir dos olhos do outro. Os adolescentes podem usar esta nova habilidade para especular sobre o que os outros estão pensando deles. Em particular, a aprovação dos amigos tem se mostrado altamente gratificante para o cérebro adolescente, conta Johnson, e pode ser a razão pela qual adolescentes são mais propensos a correr riscos quando outros adolescentes estão ao redor.

“Crianças realmente se importam com parecer ‘legais’, nem é preciso uma investigação sobre o cérebro para saber isso”, disse ela.

Amigos também fornecem aos adolescentes uma oportunidade para aprender habilidades como negociação de compromisso e planejamento em grupo. “Eles estão praticando habilidades sociais de adultos em um ambiente seguro, e realmente não são bons nisso no começo”, conta Feinstein. Assim, mesmo que tudo que eles façam seja conversar com seus amigos, os adolescentes estão trabalhando duro para adquirir habilidades importantes para a vida.


7. A percepção de riscos


“Os freios são acionados um pouco mais tarde do que o acelerador do cérebro”, compara Johnson, referindo-se ao desenvolvimento do córtex pré-frontal e o sistema límbico, respectivamente. Ou seja, “os adolescentes precisam de doses mais elevadas de risco para sentir a mesma quantidade de emoção dos adultos”, explica.

Juntas, essas alterações podem tornar os adolescentes vulneráveis ​​ao envolvimento em comportamentos de risco, tais como uso de drogas, envolvimento em brigas, etc. Ao final da adolescência, aproximadamente dos 17 anos em diante, a parte do cérebro responsável pelo controle dos impulsos e pela perspectiva de longo prazo ajuda os adolescentes a refletir melhor sobre alguns dos comportamentos que eles tiveram no meio da adolescência.

Então, o que um pai pode fazer? “Continuar sendo um pai para seu filho”, afirma Johnson. “Como todas as crianças, os adolescentes têm vulnerabilidades específicas de desenvolvimento e precisam que os pais limitem o seu comportamento”, acrescenta.

8.  A importância (ainda) grande dos pais


Segundo Feinstein, um levantamento com adolescentes revelou que 84% pensa muito em sua mãe e 89% em seu pai. E mais de três quartos das adolescentes gostam de passar tempo com seus pais: 79% curtem a presença da mãe e 76% gosta de se divertir com o pai.

Uma das tarefas da adolescência é a separação da família, o que cria uma certa autonomia, observa Feinstein, mas isso não significa que os adolescentes não precisam mais dos pais – mesmo que digam o contrário.

“Eles ainda necessitam de algum apoio e procuram seus pais para fornecer esse apoio”, explica. 
“Um pai que decide tratar o filho de 16 ou 17 anos como um adulto está se comportando de forma injusta e condenando-o ao fracasso na vida adulta”.

Uma das melhores maneiras de ser um bom pai para um adolescente, além de ser um bom ouvinte, é ser um bom modelo, especialmente ao lidar com o estresse e outras dificuldades da vida. Os adolescentes estão constantemente tentando descobrir como superar esses novos desafios, e observar os pais nessas situações é natural.

9. A necessidade (ainda) grande de sono

É um mito que os adolescentes precisam de menos sono que as crianças. Ambos necessitam de 9 a 10 horas por noite, embora a maioria não atinja a marca desejada. Parte do problema é uma mudança no ritmo circadiano durante a adolescência. “Faz sentido para o corpo do adolescente levantar mais tarde e ficar acordado até mais tarde”, diz Johnson.

Porém, devido aos horários das aulas, muitos adolescentes acumulam o débito de sono e “tornam-se cada vez mais prejudicados cognitivamente”, comenta Johnson. A privação de sono só agrava o mau humor e atrapalha a tomada de decisão. Além disso, o sono auxilia na reorganização crítica do cérebro adolescente.

10. “Eu sou o centro do universo – e este universo não é bom o suficiente!”

 

As alterações hormonais na puberdade têm enormes efeitos no cérebro, uma das quais é o estímulo à produção de mais receptores de ocitocina.

Enquanto a ocitocina é frequentemente descrita como o “hormônio do vínculo afetivo”, a maior sensibilidade aos seus efeitos no sistema límbico também tem sido associada à sensação de autoconsciência, fazendo com que um adolescente realmente pense que todos estão olhando para ele. Segundo pesquisadores, esses sentimentos atingem o pico em torno dos 15 anos de idade.

Embora isso possa fazer com que um adolescente pareça egocêntrico (e em sua defesa, eles têm que enfrentar muita coisa acontecendo ao mesmo tempo), as mudanças no cérebro adolescente podem igualmente impulsionar alguns dos esforços mais idealistas enfrentados pelos jovens ao longo da história.

“É a primeira vez que eles estão vendo a si mesmos no mundo”, diz Johnson. Seu sentido de maior autonomia abre os olhos para o que está além de suas famílias e da escola. “Eles estão se perguntando talvez pela primeira vez que tipo de pessoa querem ser e que tipo de lugar querem que o mundo seja”, acrescenta. [LiveScience]