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quarta-feira, 16 de maio de 2018

CAFÉ LITERÁRIO - FORMANDO LEITORES

Com o “boom” das informações na sociedade contemporânea surge a necessidade de teorias construtivas para a biblioteca escolar. O uso de estratégias didáticas é fundamental para que o aluno consiga desenvolver suas habilidades informacionais.


Nesse sentido, dinamização é a palavra presente no discurso da leitura na biblioteca escolar, para que seja agente de transformação de ensino, a partir do momento em que ela promova mudanças pedagógicas na escola.

Na realidade, a construção do conhecimento pode ser realizada a partir da busca e do uso da informação, utilizando a biblioteca escolar como elemento-chave na educação.

A Biblioteca Babylândia e Atuação procura ser um instrumento facilitador da pesquisa escolar, evidenciando as ações conjuntas entre professor e o profissional da informação.

O que evidência a construção de novos paradigmas educacionais, os quais são importantes para ampliar a formação dos estudantes e futuros leitores. A questão do incentivo a leitura é fundamental, pois caso contrário o livro não cumpre a sua missão, e o livro sem leitor é apenas um objeto.



Finalizando, conhecer o estilo de leitura de cada um, foi fantástico. Estilos como mistério, romance, aventura, poesia, entre outros. E aqui fica o meu abraço a todos os pequenos usuários da biblioteca Babylândia e Atuação.

Luciana Bessa / Fundamental 1
Bibliotecária
CRB 6455



OBS: Dentre as muitas atividades realizadas em nossa biblioteca escolar, no mês de maio, iniciamos os encontros literários, atividade desenvolvida no Projeto “Inventando histórias com literaturas inspiradoras”, que contribuem para incentivar e envolver toda a comunidade escolar, fomentando o encantamento pelo livro, leitura e letramento, objetivando transformar e formar o desenvolvimento do raciocínio com criticidade, consciência e autonomia.



quarta-feira, 2 de maio de 2018

CONSTRUINDO MENTES QUE PENSAM



"There is nothing as powerful as a thinking mind."
"Não há nada tão poderoso quanto uma mente pensante."






Ser uma escola bilíngue é, antes de qualquer coisa, ensinar duas línguas de forma eficiente, e isso, a Babylândia e Atuação não só tem certeza que faz, como também é chancelada por outras instituições renomadas, como as Universidades de Cambridge e Valencia. No entanto, a escola sempre pensa no que pode acrescentar a esse ensino bilíngue, de forma a ampliar o aprofundamento dos alunos no segundo idioma.

Nesse sentido, um dos projetos que tem movimentado a escola, entre tantos outros, mas que merece destaque é o “Made for Minds”, cujo lema principal é promover um debate sobre algum tema de relevância social, entre os alunos do 6º ao 9º Ano do Fundamental, levando em conta a seguinte filosofia: “There is nothing as powerful as a thinking mind” (“Não há nada tão poderoso quanto uma mente pensante.”).

O último tema debatido nesse projeto foi o “Time’s up”, expressão utilizada pela mídia, atores e artistas em solidariedade às vítimas de assédio e violência, que foram ouvidas e amparadas pela sociedade, recentemente, em vários eventos importantes como o Oscar/2018. Ao trazer à tona, na língua inglesa, esse tema polêmico, a escola pretende despertar nos alunos o senso crítico, a procura pela informação correta, num movimento contrário as fake news, no intuito de despertar nos alunos a sensibilidade para os vários assuntos que temos vivido recentemente no mundo e que nos afeta, ainda que não tenhamos ciência disso ou que consideramos distante da nossa realidade.

“Time’s up” revelou, em nossas salas de aula, como precisamos debater essas questões que envolvem as diferenças sociais, como preconceito racial e sexismo.  Além de nos ter feito perceber o quanto essa geração está atenta a essas ideias do mundo globalizado, na busca por valores que reprimam qualquer tipo de exclusão – isso nos leva a pensar que estamos no caminho certo, afinal acreditamos numa educação linguística de qualidade para construir uma sociedade mais tolerante, cujas diferenças de comportamento e de escolha sejam respeitadas e valorizadas.  

O caráter multicultural desse projeto não se restringe apenas às temáticas abordadas e ao desenvolvimento da língua inglesa, ele propõe desafiar os alunos a se colocar em um mundo social cada vez mais plural, utilizando repertórios linguístico-discursivos, de uma língua internacional, articulada a aspectos culturais para o exercício do protagonismo social. Essa lógica nos guia na direção de construirmos mentes que pensam, alunos que sonham e que, futuramente, darão a sua contribuição para um mundo melhor.


Renata Pontes Barreiros
Coordenadora Pedagógica do Bilíngue
Graduada em Letras - UERJ
Pós Graduada no Ensino de Línguas - UERJ

                                     Mestre em Educação - Área de Curriculo e Linguagem - UFRJ                                                                       

quarta-feira, 18 de abril de 2018

A AQUISIÇÃO DA SEGUNDA LÍNGUA NA INFÂNCIA

O ensino de uma segunda língua na infância ainda causa desconfiança em algumas pessoas. Umas acham que é desnecessário, outras dizem que a criança pode desenvolver o segundo idioma mais tarde, sem que haja prejuízo nesse aprendizado. Porém um fato é inquestionável: a criança que aprende uma segunda língua na infância não enxerga a sua língua materna como regra, ela é capaz de vislumbrar outros idiomas e desenvolver outras habilidades que a ajudam a se desenvolver com plenitude.

 
Outro ponto inquestionável é que todo ser humano nasce com o cérebro pronto para aprender línguas. Inclusive tal habilidade é mais aguçada entre os dois e quatro anos de idade e, conforme os anos vão passando, a capacidade de aprender novos idiomas com facilidade vai se perdendo, já que o período mais apropriado para a internalização da língua acontece na infância.

Quando o cérebro é estimulado a aprender novas línguas nos primeiros anos, ele responde imediatamente ao estímulo e vemos o aprendizado de idiomas em crianças acontecer de maneira rápida e extremamente eficiente, logo, quando comparamos esse fato com a aprendizagem de idiomas em adultos, percebemos o quão difícil se torna o desenvolvimento da segunda língua.

Nesse sentido, a criança demonstra menos dificuldades durante o processo, pois os sons e o ritmo do segundo idioma não lhe causam estranheza e ela ainda não é capaz de pensar metalinguisticamente sobre essa aprendizagem – sendo esses, fatores favoráveis ao desenvolvimento de uma nova língua.

O cérebro infantil é altamente aberto a diferentes fontes de informação.  A criança que cresce em um ambiente bilíngue tem uma percepção diferenciada do mundo que a cerca. Ela aprende que tudo tem dois ou mais nomes, duas ou mais classificações, assim, ela se torna mais flexível ao interagir com outras pessoas e ao pensar sobre as resoluções dos problemas.

Ademais, a aquisição de uma nova língua e o desenvolvimento da consciência linguística da mesma ocorrem simultaneamente durante o desenvolvimento infantil. A criança, mesmo sem ter ciência, organiza e armazena conhecimento linguístico, nos dois idiomas, através da experiência, da construção de hipóteses e da repetição de palavras e vocábulos que ela ouve, levando em consideração o contexto social em que esses termos foram usados.

O raciocínio lógico de uma criança bilíngue é mais desenvolvido, a capacidade de superar obstáculos e solucionar problemas é muito maior, o que faz com que ela aprenda novos conteúdos e disciplinas com mais facilidade. Os próprios processos de aprendizagem acontecem de forma mais fluida e a captação de informações se dá de maneira mais rápida.

Todo o mecanismo de aquisição de dois idiomas na infância tem impactos diversos na vida da criança, a maneira como ela percebe o mundo e interage com os outros, utilizando as línguas que ela tem aprendido.

O bilíngue consegue se concentrar com mais facilidade. Em ambientes superlotados e barulhentos, ele filtra os ruídos e direciona sua atenção para aquilo que é de seu interesse.

De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Neurociências Integradas de São Francisco, nos EUA, o bilinguismo altera o cérebro e, nesse processo, melhora o processamento auditivo e o cognitivo da criança.

O indivíduo bilíngue enxerga muito mais opções ao ter um diálogo, ao tomar uma decisão e ao planejar uma ação, pois está acostumado a manejar duas línguas diferentes. Assim, o mundo, para ele, é muito mais complexo e cheio de possibilidades.



Renata Pontes Barreiros
Coordenadora Pedagógica do Bilíngue

            Graduada em Letras - UERJ

Pós Graduada no Ensino de Línguas - UERJ

Mestre em Educação – Área de Currículo e Linguagem - UFRJ

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

10 FATOS QUE OS PAIS DEVEM SABER SOBRE O CÉREBRO DOS ADOLESCENTES



Eles são dramáticos, irracionais e fazem cena sem aparentemente nenhuma razão. Eles têm uma profunda necessidade de maior independência como preparação para a vida adulta, mas ainda precisam do carinho que recebiam quando eram crianças.


Após a infância, a mudança mais radical no cérebro dos humanos acontece justamente na adolescência. Seja você um adolescente, pai de um ou apenas alguém que é obrigado a conviver com eles, acompanhe 10 que deveria saber sobre o cérebro durante essa fase da vida:

1. Período crítico de desenvolvimento



Vagamente definida como o período entre 11 a 19 anos, a adolescência é considerada um período crítico de desenvolvimento – e não apenas na aparência.
“O cérebro continua a mudar ao longo da vida, mas há grandes saltos no desenvolvimento durante a adolescência”, explica Sara Johnson.

E assim como um adolescente pode passar por um processo de crescimento desajeitado, ele pode também adquirir novas habilidades cognitivas e competências durante essa fase da vida, conta Sheryl Feinstein, autora da obra “Dentro do Cérebro Adolescente: Ser Pai é um Trabalho em Progresso”.

“Os pais devem entender que não importa quão alto o seu filho já está ou quão adulta sua filha se veste, eles ainda estão em período de desenvolvimento, que irá afetar o resto da sua vida”, ressalta Johnson.

2. Cérebro ainda florescendo


Os cientistas costumavam pensar que apenas bebês possuíam uma superabundância de conexões neuronais, que são “podadas” em um arranjo mais eficiente ao longo dos três primeiros anos de vida.

No entanto, estudos de imagens cerebrais feitos nos últimos anos descobriram que uma segunda explosão de brotamento neuronal acontece logo antes da puberdade. O pico ocorre aos 11 anos para as meninas e aos 12 nos meninos.

As experiências de adolescentes – desde ler romances de vampiros até aprender a dirigir – moldam esta nova massa cinzenta, seguindo principalmente a estratégia de “use ou esqueça”, diz Johnson. A reorganização estrutural continua até os 25 anos de idade, apesar de pequenas mudanças permanecerem por toda a vida.

3. Novas competências mentais


Devido ao aumento da massa cerebral, o cérebro adolescente se torna mais interligado e ganha poder de processamento, explica Johnson.

“Adolescentes começam a ter as habilidades computacionais e de tomada de decisão de um adulto, caso tenham determinado tempo e acesso à informação”, diz.

Porém, no calor do momento, suas decisões podem ser excessivamente influenciadas pela emoção, tendo em vista que seus cérebros confiam mais no sistema límbico (o banco emocional do cérebro) do que o córtex pré-frontal, mais racional, conta Feinstein.

“Esta dualidade de competência do adolescente pode ser muito confuso para os pais”, comenta Johnson. Isso significa que, por vezes, os adolescentes fazem coisas estranhas como socar a parede ou dirigir rápido demais, mas quando perguntados da razão, eles não conseguem achar motivos racionais para seus atos.

4. Birras adolescentes


Adolescentes estão no meio da aquisição de novos conjuntos de habilidades incríveis, especialmente quando se trata de comportamento social e pensamento abstrato.

Entretanto, eles ainda não são bons em usar essas novas capacidades mentais. E quem acaba sendo os cobaias? Principalmente, os pais. Muitos adolescentes veem o conflito como um tipo de autoexpressão e podem ter dificuldade para se concentrar em uma ideia abstrata ou para compreender o ponto de vista dos outros.

Assim como quando se lida com as birras de primeira infância, os pais precisam se lembrar de que o comportamento teen “não é uma afronta pessoal”, aconselha Johnson.

“Eles estão lidando com uma enorme quantidade de informações sociais, emocionais e cognitivas, e têm habilidades subdesenvolvidas para lidar com isso. Eles precisam de seus pais – as pessoas com o cérebro adulto mais estável – para ajudá-los, mantendo a calma, ouvindo-os e sendo bons modelos”, acrescenta Feinstein.

5. Emoções intensas


“A puberdade é o início de mudanças importantes no sistema límbico”, diz Johnson, referindo-se à parte do cérebro que não só ajuda a regular o ritmo cardíaco e os níveis de açúcar no sangue, mas também é fundamental para a formação de memórias e emoções.

Parte do sistema límbico, a amídala liga as informações sensoriais às respostas emocionais. O seu desenvolvimento, juntamente com as alterações hormonais, pode dar origem a novas experiências intensas de raiva, medo, agressividade (inclusive para si mesmo), excitação e atração sexual.

Ao longo da adolescência, o sistema límbico está sob maior controle do córtex pré-frontal, a área logo atrás da testa, associada com o planejamento, o controle de impulsos e o pensamento de ordem superior.

Enquanto outras áreas do cérebro começam a ajudar a processar a emoção, os adolescentes mais velhos ganham mais equilíbrio nesta área. Até lá, porém, muitas vezes eles são mal-interpretados por professores e pais, diz Feinstein.

“Você pode ter todo o cuidado possível e ainda assim causar choro ou raiva porque eles simplesmente interpretam mal o que você diz”, completa.

6. O prazer de ter amigos


À medida que os adolescentes se tornam melhores no pensamento abstrato, sua ansiedade social aumenta, de acordo com pesquisas.

O raciocínio abstrato torna possível considerar as perspectivas a partir dos olhos do outro. Os adolescentes podem usar esta nova habilidade para especular sobre o que os outros estão pensando deles. Em particular, a aprovação dos amigos tem se mostrado altamente gratificante para o cérebro adolescente, conta Johnson, e pode ser a razão pela qual adolescentes são mais propensos a correr riscos quando outros adolescentes estão ao redor.

“Crianças realmente se importam com parecer ‘legais’, nem é preciso uma investigação sobre o cérebro para saber isso”, disse ela.

Amigos também fornecem aos adolescentes uma oportunidade para aprender habilidades como negociação de compromisso e planejamento em grupo. “Eles estão praticando habilidades sociais de adultos em um ambiente seguro, e realmente não são bons nisso no começo”, conta Feinstein. Assim, mesmo que tudo que eles façam seja conversar com seus amigos, os adolescentes estão trabalhando duro para adquirir habilidades importantes para a vida.


7. A percepção de riscos


“Os freios são acionados um pouco mais tarde do que o acelerador do cérebro”, compara Johnson, referindo-se ao desenvolvimento do córtex pré-frontal e o sistema límbico, respectivamente. Ou seja, “os adolescentes precisam de doses mais elevadas de risco para sentir a mesma quantidade de emoção dos adultos”, explica.

Juntas, essas alterações podem tornar os adolescentes vulneráveis ​​ao envolvimento em comportamentos de risco, tais como uso de drogas, envolvimento em brigas, etc. Ao final da adolescência, aproximadamente dos 17 anos em diante, a parte do cérebro responsável pelo controle dos impulsos e pela perspectiva de longo prazo ajuda os adolescentes a refletir melhor sobre alguns dos comportamentos que eles tiveram no meio da adolescência.

Então, o que um pai pode fazer? “Continuar sendo um pai para seu filho”, afirma Johnson. “Como todas as crianças, os adolescentes têm vulnerabilidades específicas de desenvolvimento e precisam que os pais limitem o seu comportamento”, acrescenta.

8.  A importância (ainda) grande dos pais


Segundo Feinstein, um levantamento com adolescentes revelou que 84% pensa muito em sua mãe e 89% em seu pai. E mais de três quartos das adolescentes gostam de passar tempo com seus pais: 79% curtem a presença da mãe e 76% gosta de se divertir com o pai.

Uma das tarefas da adolescência é a separação da família, o que cria uma certa autonomia, observa Feinstein, mas isso não significa que os adolescentes não precisam mais dos pais – mesmo que digam o contrário.

“Eles ainda necessitam de algum apoio e procuram seus pais para fornecer esse apoio”, explica. 
“Um pai que decide tratar o filho de 16 ou 17 anos como um adulto está se comportando de forma injusta e condenando-o ao fracasso na vida adulta”.

Uma das melhores maneiras de ser um bom pai para um adolescente, além de ser um bom ouvinte, é ser um bom modelo, especialmente ao lidar com o estresse e outras dificuldades da vida. Os adolescentes estão constantemente tentando descobrir como superar esses novos desafios, e observar os pais nessas situações é natural.

9. A necessidade (ainda) grande de sono

É um mito que os adolescentes precisam de menos sono que as crianças. Ambos necessitam de 9 a 10 horas por noite, embora a maioria não atinja a marca desejada. Parte do problema é uma mudança no ritmo circadiano durante a adolescência. “Faz sentido para o corpo do adolescente levantar mais tarde e ficar acordado até mais tarde”, diz Johnson.

Porém, devido aos horários das aulas, muitos adolescentes acumulam o débito de sono e “tornam-se cada vez mais prejudicados cognitivamente”, comenta Johnson. A privação de sono só agrava o mau humor e atrapalha a tomada de decisão. Além disso, o sono auxilia na reorganização crítica do cérebro adolescente.

10. “Eu sou o centro do universo – e este universo não é bom o suficiente!”

 

As alterações hormonais na puberdade têm enormes efeitos no cérebro, uma das quais é o estímulo à produção de mais receptores de ocitocina.

Enquanto a ocitocina é frequentemente descrita como o “hormônio do vínculo afetivo”, a maior sensibilidade aos seus efeitos no sistema límbico também tem sido associada à sensação de autoconsciência, fazendo com que um adolescente realmente pense que todos estão olhando para ele. Segundo pesquisadores, esses sentimentos atingem o pico em torno dos 15 anos de idade.

Embora isso possa fazer com que um adolescente pareça egocêntrico (e em sua defesa, eles têm que enfrentar muita coisa acontecendo ao mesmo tempo), as mudanças no cérebro adolescente podem igualmente impulsionar alguns dos esforços mais idealistas enfrentados pelos jovens ao longo da história.

“É a primeira vez que eles estão vendo a si mesmos no mundo”, diz Johnson. Seu sentido de maior autonomia abre os olhos para o que está além de suas famílias e da escola. “Eles estão se perguntando talvez pela primeira vez que tipo de pessoa querem ser e que tipo de lugar querem que o mundo seja”, acrescenta. [LiveScience]


quinta-feira, 17 de julho de 2014

CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR - PARTE 1

“Não há educação sem amor. O amor implica e luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto.”                                                                      (Paulo Freire).


Certamente, aprendemos melhor numa esfera de amor. Na educação, esse amor traduz-se em afeto.
O afeto, na sua definição etimológica, tem o caráter da neutralidade, ou seja, pode expressar sentimento de agrado ou desagrado. Quando, contudo, ele vem da prática da educação baseada no amor, se transforma em estímulo para a aprendizagem (tanto para aprender, quanto para educar). Yves de La Taille (1992) disse que “o afeto é uma mola propulsora das ações, e a razão está a seu serviço”.

 O afeto estimula a conexão dos neurônios, a criação e a consequente lembrança de registros (memória). Segundo o neurocientista Antonio Damásio (2006), a função atribuída às emoções na criação da racionalidade tem implicações em algumas das questões com as quais a nossa sociedade defronta-se atualmente e, entre elas, a educação.


A aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo estão sempre reinventando-se. Pela plasticidade, o cérebro se remodela para pensar e aprender e a mediação afetiva é quem dispara esses processos, pois o afeto estimula dois mecanismos fundamentais da memória: a fixação (acréscimo de informações) e a evocação (informações assimiladas anteriormente).

Gostou? Continua no próximo post.

Denise Philot – Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º ano



segunda-feira, 7 de abril de 2014

A RELAÇÃO QUE O ALUNO ESTABELECE COM A ESCOLA


A RELAÇÃO QUE O ALUNO ESTABELECE COM A ESCOLA ESTÁ INTRINSECAMENTE RELACIONADA   À SIGNIFICAÇÃO QUE A FAMÍLIA DÁ A ELA.

A criança, ao chegar à escola, traz consigo aspectos constitucionais e vivências familiares e o ambiente escolar será também uma peça fundamental em seu desenvolvimento. Estes três elementos - aspectos constitucionais, vínculos familiares e ambiente escolar - constituirão o tripé do processo educacional.
A função da escola é educar, isto é, conforme o significado etimológico da palavra, “colocar para fora” o potencial do indivíduo e oferecer um ambiente propício ao desenvolvimento destas potencialidades, ao contrário de ensinar, que é in + signo, ou seja, colocar “signos para dentro” do indivíduo.


Um dos aspectos a ser desenvolvido e estimulado, nesta fase, pela escola, é a criatividade, aspecto este primordial  na situação de aprendizagem. A criatividade, na adolescência, articula-se necessariamente com a noção de limites. Limite é uma palavra que tem, muitas vezes, uma conotação negativa, ligada erroneamente à “repressão”, “proibição”, “interdição” etc.*, inclusive lembrando “repressão política”. No entanto, limite é algo muito além disso: significa a criação de um espaço protegido, dentro do qual o adolescente poderá exercer sua espontaneidade e criatividade sem receios e riscos. Precisamos lembrar que não existe conteúdo organizado  sem um continente que lhe dê forma.

É necessário enfatizar que as crianças e os adolescentes “pedem limites” e que o “limite” os ajuda a organizar a mente. Os adultos, às vezes, não colocam “limites” porque assim será mais “cômodo”. Colocar limites significa envolvimento, “conter” o adolescente, suportar suas reclamações e protestos, enfim, enfrentar dificuldades.  A falta de “limites” impede o adolescente de exercitar sua capacidade de pensar, de ser criativo e espontâneo e, na adolescência, é causa da insegurança e da incapacidade de tomada de decisões.  A noção de “limites” se desenvolve num longo processo de identificação da criança e do adolescente com seus pais, inicialmente, e, depois, com os adultos que a sociedade disponibiliza como professores, artistas, desportistas, políticos  etc.

O que confere à escola importância vital no processo de desenvolvimento do adolescente é o fato dela  ser um espaço que propicia uma simulação da vida, na qual existem regras a serem seguidas, mas que se pode transgredi-las sem sofrer as consequências  impostas pela sociedade, e de ser esta a oportunidade de se aprender com a transgressão.

Deve-se levar em conta, também, que a relação do aluno com a escola é afetada pela significação que os pais dão a ela, aos estudos de seu filho e às relações dele com os demais alunos.

O desejo de saber e obter prazer pelo saber certamente está mediatizado em primeiro lugar pelos pais e, depois, mais tarde, pelos professores e pela escola. Um pode compensar o outro, ou até anular seus efeitos.

A escola não oportuniza somente a relação com o saber e, como uma atividade eminentemente grupal, tem também funções de socialização. Em busca de sua identidade, o adolescente encontra na micro-sociedade da escola um sistema de forças que atuam sobre ele, onde, entre outras coisas, reedita seu ciúme fraterno, compete, divide, rivaliza, oprime e é oprimido, ou seja, reproduz o sistema social. É por esta razão que a escola, muitas vezes, pode detectar dificuldades no processo de desenvolvimento do aluno, que aparece por inteiro na busca de si mesmo, e seu olhar sobre ele é, em geral, menos comprometido emocionalmente do que acontece com os pais.

É muito importante, portanto, que exista (se podemos chamar desta forma...) uma “relação de confiança” entre a família e a escola escolhida. Vemos, com frequência, os pais criticarem a filosofia pedagógica da escola escolhida na presença dos filhos, de uma forma que predispõe o adolescente contra a escola. Evidentemente, críticas existirão de parte a parte, mas elas deverão ser tratadas nos “canais de comunicação” adequados que  visem à  ligação do binômio família-escola.

É extremamente necessário que se evitem dissociações (tão frequentes...) em que os pais criticam a escola (projetando na instituição todos os aspectos negativos do processo ensino-aprendizagem e, por vezes, da conduta dos filhos) e que a escola, por sua vez, faça o mesmo (projetando na família todas as incompetências, falta de colocação de limites, falta de participação etc.) . A criação de uma “comunidade realmente operante” poderá tornar a relação família-escola mais integrada e com menos “distorção e ruído” na comunicação. Convenhamos que os adolescentes são, em algumas situações, hábeis em promover dissociações entre, por exemplo, pai e mãe, entre família e escola  etc.
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA - ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
ENSINO FUNDAMENTAL II
CONTRIBUIÇÕES DA ESCOLA PARA  REFLEXÃO
 
Texto adaptado do ARTIGO de José Outeiral,
A ADOLESCÊNCIA, A CRIATIVIDADE, OS LIMITES E A ESCOLA.
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DE MATRICULAR UM FILHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL




“ A verdadeira novidade nasce sempre de um retorno às origens”.
( Edgar Morin ).


É na infância e na sua dimensão criadora que tudo começa…

É através das experiências e vivências que as crianças têm em seus primeiros anos de vida e das interações com as pessoas e com as “coisas do mundo”, que a criança forma-se como “ser humano”.


As crianças se tornam cidadãs sendo cidadãs desde a mais precoce idade.






É através da brincadeira, do lúdico, que a criança se constroi e se expressa. Ao brincar, ela experimenta, compara, coopera, ganha, perde, comanda, testa hipóteses, planeja, coloca-se no lugar do outro, imagina e realiza, habilidades fundamentais para a aprendizagem de conteúdos e o conhecimento de si e do mundo.
                
A escola tem como papel construir saberes, revelar talentos, abrir novos horizontes e aproximar relações humanas.


                                                                              



Denise Philot.
Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil.