Seções

Compartilhe

Mostrando postagens com marcador alfabetização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alfabetização. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de maio de 2018

CAFÉ LITERÁRIO - FORMANDO LEITORES

Com o “boom” das informações na sociedade contemporânea surge a necessidade de teorias construtivas para a biblioteca escolar. O uso de estratégias didáticas é fundamental para que o aluno consiga desenvolver suas habilidades informacionais.


Nesse sentido, dinamização é a palavra presente no discurso da leitura na biblioteca escolar, para que seja agente de transformação de ensino, a partir do momento em que ela promova mudanças pedagógicas na escola.

Na realidade, a construção do conhecimento pode ser realizada a partir da busca e do uso da informação, utilizando a biblioteca escolar como elemento-chave na educação.

A Biblioteca Babylândia e Atuação procura ser um instrumento facilitador da pesquisa escolar, evidenciando as ações conjuntas entre professor e o profissional da informação.

O que evidência a construção de novos paradigmas educacionais, os quais são importantes para ampliar a formação dos estudantes e futuros leitores. A questão do incentivo a leitura é fundamental, pois caso contrário o livro não cumpre a sua missão, e o livro sem leitor é apenas um objeto.



Finalizando, conhecer o estilo de leitura de cada um, foi fantástico. Estilos como mistério, romance, aventura, poesia, entre outros. E aqui fica o meu abraço a todos os pequenos usuários da biblioteca Babylândia e Atuação.

Luciana Bessa / Fundamental 1
Bibliotecária
CRB 6455



OBS: Dentre as muitas atividades realizadas em nossa biblioteca escolar, no mês de maio, iniciamos os encontros literários, atividade desenvolvida no Projeto “Inventando histórias com literaturas inspiradoras”, que contribuem para incentivar e envolver toda a comunidade escolar, fomentando o encantamento pelo livro, leitura e letramento, objetivando transformar e formar o desenvolvimento do raciocínio com criticidade, consciência e autonomia.



quarta-feira, 18 de abril de 2018

A AQUISIÇÃO DA SEGUNDA LÍNGUA NA INFÂNCIA

O ensino de uma segunda língua na infância ainda causa desconfiança em algumas pessoas. Umas acham que é desnecessário, outras dizem que a criança pode desenvolver o segundo idioma mais tarde, sem que haja prejuízo nesse aprendizado. Porém um fato é inquestionável: a criança que aprende uma segunda língua na infância não enxerga a sua língua materna como regra, ela é capaz de vislumbrar outros idiomas e desenvolver outras habilidades que a ajudam a se desenvolver com plenitude.

 
Outro ponto inquestionável é que todo ser humano nasce com o cérebro pronto para aprender línguas. Inclusive tal habilidade é mais aguçada entre os dois e quatro anos de idade e, conforme os anos vão passando, a capacidade de aprender novos idiomas com facilidade vai se perdendo, já que o período mais apropriado para a internalização da língua acontece na infância.

Quando o cérebro é estimulado a aprender novas línguas nos primeiros anos, ele responde imediatamente ao estímulo e vemos o aprendizado de idiomas em crianças acontecer de maneira rápida e extremamente eficiente, logo, quando comparamos esse fato com a aprendizagem de idiomas em adultos, percebemos o quão difícil se torna o desenvolvimento da segunda língua.

Nesse sentido, a criança demonstra menos dificuldades durante o processo, pois os sons e o ritmo do segundo idioma não lhe causam estranheza e ela ainda não é capaz de pensar metalinguisticamente sobre essa aprendizagem – sendo esses, fatores favoráveis ao desenvolvimento de uma nova língua.

O cérebro infantil é altamente aberto a diferentes fontes de informação.  A criança que cresce em um ambiente bilíngue tem uma percepção diferenciada do mundo que a cerca. Ela aprende que tudo tem dois ou mais nomes, duas ou mais classificações, assim, ela se torna mais flexível ao interagir com outras pessoas e ao pensar sobre as resoluções dos problemas.

Ademais, a aquisição de uma nova língua e o desenvolvimento da consciência linguística da mesma ocorrem simultaneamente durante o desenvolvimento infantil. A criança, mesmo sem ter ciência, organiza e armazena conhecimento linguístico, nos dois idiomas, através da experiência, da construção de hipóteses e da repetição de palavras e vocábulos que ela ouve, levando em consideração o contexto social em que esses termos foram usados.

O raciocínio lógico de uma criança bilíngue é mais desenvolvido, a capacidade de superar obstáculos e solucionar problemas é muito maior, o que faz com que ela aprenda novos conteúdos e disciplinas com mais facilidade. Os próprios processos de aprendizagem acontecem de forma mais fluida e a captação de informações se dá de maneira mais rápida.

Todo o mecanismo de aquisição de dois idiomas na infância tem impactos diversos na vida da criança, a maneira como ela percebe o mundo e interage com os outros, utilizando as línguas que ela tem aprendido.

O bilíngue consegue se concentrar com mais facilidade. Em ambientes superlotados e barulhentos, ele filtra os ruídos e direciona sua atenção para aquilo que é de seu interesse.

De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Neurociências Integradas de São Francisco, nos EUA, o bilinguismo altera o cérebro e, nesse processo, melhora o processamento auditivo e o cognitivo da criança.

O indivíduo bilíngue enxerga muito mais opções ao ter um diálogo, ao tomar uma decisão e ao planejar uma ação, pois está acostumado a manejar duas línguas diferentes. Assim, o mundo, para ele, é muito mais complexo e cheio de possibilidades.



Renata Pontes Barreiros
Coordenadora Pedagógica do Bilíngue

            Graduada em Letras - UERJ

Pós Graduada no Ensino de Línguas - UERJ

Mestre em Educação – Área de Currículo e Linguagem - UFRJ

sexta-feira, 14 de abril de 2017

VIVÊNCIA DA PÁSCOA SOLIDÁRIA

O desenvolvimento da criança é regulado pelas experiências que vivencia. Quanto mais ricas essas possibilidades, maior ele  será. É nesse tempo das atividades que se formam as memórias de longa duração.

Por isso, a importância da criança ser a agente das ações – a criança aprende pela ação. Por isso, o brincar é ação básica da formação humana e a principal linguagem que a criança usa.

A participação em um espaço comum de comunicação e trocas de significados é muito importante. Participar de eventos coletivos, como festas e celebrações é muito importante, pois nelas ocorrem atividades que envolvem emoção e empatia.

Na escola infantil, essas atividades coletivas são múltiplas e envolvem o trabalho com as sensações e os sentidos.

Acreditando nisso, todos os nossos “fazeres” têm a participação da criança; assim foi nosso trabalho da Páscoa: as crianças colocando a “mão na massa” e preparando suas próprias lembranças. Também deram um “toque pessoal” aos acessórios que estavam usando, pois toda caracterização precisa ser compreendida e trabalhada pelas próprias crianças. Para nós, a beleza maior em uma caracterização está na impressão pessoal de cada criança, agente ativa da sua aprendizagem. 

Que tal colocar a mão na massa nessa Páscoa e preparar um delicioso cupcake de cenoura, receita feita pelas nossas turmas de Maternalzinho e Maternal? Aprender brincando e se divertindo é uma delícia e a criança não esquece jamais! Que tal essa diversão em família?

CUPCAKE DE CENOURA COM COBERTURA DE BRIGADEIRO


Ingredientes:

* Para o cupcake:
- 2 cenouras pequenas ou 2 grandes;
- 4 ovos;
- 1 pitada de sal;
- ¾ xícara de óleo;
- 2 xícaras de farinha de trigo;
- 2 xícaras de açúcar;
- 1 colher (sopa) de fermento em pó.
* Para o brigadeiro:
      - 1 lata de leite condensado;
      - 3 colheres (sopa) de chocolate em pó;
      - 1 colher de sopa de manteiga;
      - 100 g de chocolate granulado. 





Modo de preparo:
CUPCAKE:

Bater os 4 primeiros ingredientes no liquidificador.
À parte, peneire a farinha, o açúcar e o fermento.
Aos poucos, despeje o líquido do liquidificador à massa, mexendo com as mãos até misturar bem.
Asse em forminhas individuais de cupcake.
Quando estiver pronto, cobrir com o brigadeiro. Pode usar confeitos variados, deixando seu cupcake bem divertido!

BRIGADEIRO:

Numa panela, junte o leite condensado, o chocolate em pó e a manteiga.
Misture bem para dissolver todo o chocolate.
Leve ao fogo baixo, mexendo sempre até começar a desprender do fundo da panela.
Desligue o fogo, deixe esfriar e cubra seu cupcake.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR - PARTE 1

“Não há educação sem amor. O amor implica e luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto.”                                                                      (Paulo Freire).


Certamente, aprendemos melhor numa esfera de amor. Na educação, esse amor traduz-se em afeto.
O afeto, na sua definição etimológica, tem o caráter da neutralidade, ou seja, pode expressar sentimento de agrado ou desagrado. Quando, contudo, ele vem da prática da educação baseada no amor, se transforma em estímulo para a aprendizagem (tanto para aprender, quanto para educar). Yves de La Taille (1992) disse que “o afeto é uma mola propulsora das ações, e a razão está a seu serviço”.

 O afeto estimula a conexão dos neurônios, a criação e a consequente lembrança de registros (memória). Segundo o neurocientista Antonio Damásio (2006), a função atribuída às emoções na criação da racionalidade tem implicações em algumas das questões com as quais a nossa sociedade defronta-se atualmente e, entre elas, a educação.


A aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo estão sempre reinventando-se. Pela plasticidade, o cérebro se remodela para pensar e aprender e a mediação afetiva é quem dispara esses processos, pois o afeto estimula dois mecanismos fundamentais da memória: a fixação (acréscimo de informações) e a evocação (informações assimiladas anteriormente).

Gostou? Continua no próximo post.

Denise Philot – Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º ano



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

UM OLHAR PARA O TRABALHO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL.

“Alfabetizar matematicamente” é tão importante quanto  aprender a ler e escrever.

As crianças na escola vivenciam noções matemáticas o tempo todo, por meio de levantamento de hipóteses, comparações, relações entre numeral e quantidade, registro numérico, noções de tempo e espaço, etc.

A matemática está presente em todas as outras  áreas como linguagem, artes, música, brincadeiras e jogos, além da organização do pensamento e do raciocínio lógico.


Cabe à escola propor desafios e experiências que oportunizem a criança elaborar conceitos matemáticos e registrá-los. Ao ser desafiada, a criança usa o conhecimento que dispõe para solucionar o problema; ela compara, analisa, faz correspondência, cria, explora e inventa seu próprio modo de expressão, construindo ativamente e de forma autônoma sua aprendizagem.

Na educação infantil essa prática é diária e esses conceitos são trabalhados de forma concreta, real, e usando o estímulo do desafio, que gera naturalmente interesse e curiosidade. O jogo e a brincadeira têm papel fundamental fundamental também no trabalho com conceitos matemáticos e através deles, o professor atinge seus objetivos, abordando seus conteúdos programáticos.


As situações do cotidiano nos proporcionam muitas possibilidades para a elaboração e a formulação de problemas. Acontecimentos da sala de aula e da vida familiar das crianças são, frequentemente, pontes que servem como contextos para que as crianças construam, inventem, criem, levantem hipóteses, façam testagens, comparem e resolvam situações-problemas.

Dessa forma, usamos o jogo, a brincadeira, as situações cotidianas e os materiais concretos para a problematização e a investigação de ideias como forma de ensinar e aprender. Através desses meios, valorizamos a criatividade e a iniciativa da criança em buscar e propor soluções, explorar possibilidades, levantar hipóteses, justificar seu raciocínio e apreciar suas produções e conclusões.

                                  Denise Philot.
   Coordenadora da Ed. Infantil e 1º Ano do Ens. Fundamental.