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terça-feira, 9 de agosto de 2016

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO COM AS EMOÇÕES

Emoções podem influenciar na aprendizagem, o que vem sendo cada vez mais destacado pelos estudos e pelas comprovações da Neurociência.

Diante da comprovada importância das habilidades socioemocionais, deveríamos começar a desenvolvê-las e trabalhá-las desde cedo. As emoções podem influenciar de forma importante o rendimento escolar. A ansiedade pode paralisar a pessoa, enquanto a confiança em demasia pode levar a um menor esforço no processo de aprendizagem, o que pode render fracassos.

Se o professor estiver atento a capacidade de gerenciamento das emoções de seus alunos, ele vai ajudá-los a lidar com obstáculos e estimulá-los a traçar metas, o que terá impacto direto no aprendizado e na vida pessoal.

Uma das habilidades trabalhadas na escola é o espírito de colaboração, que incentiva a criança a trabalhar em equipe, ter comportamento cidadão e responsabilidade, o que será importante para a vida.


Outra habilidade é a resiliência, fundamental para a pessoa enfrentar dificuldades, vencê-las e se tornar mais forte - e com capacidade de atingir objetivos e se adaptar a circunstâncias diversas.

Nesse processo de desenvolvimento socioemocional da criança, pais e professores têm um papel fundamental, sendo a parceria entre eles um ponto crucial nesse trabalho.

Trabalhar com o ensino de habilidades socioemocionais não reduz o currículo acadêmico, mas “abre a mente” dos alunos para novos horizontes e estimula a empatia, a resiliência, a interação entre pessoas diferentes, a cooperação, o respeito as regras, entre outros, contribuindo para a inclusão social e a formação de cidadãos mais confiantes e responsáveis.

Os pesquisadores de Harvard orientam que as crianças sejam ensinadas, desde bem cedo, a serem pessoas generosas e altruístas. Dizem ainda que o sucesso depende, mais do que nunca, de saber colaborar com os outros; além disso, afirmam que as crianças empáticas e socialmente conscientes são melhores colaboradoras e conquistam mais sucesso nas relações e no mercado de trabalho.

Na educação infantil e no 1º ano, os nossos projetos e todas as nossas intenções pedagógicas trazem temas e espaço para conversar sobre várias questões, além de atividades que permitem o trabalho em equipe e a tomada de decisão, buscando vivenciar esse ensino de habilidades socioemocionais. Ainda com os projetos, motivamos os alunos a sentirem satisfação e buscarem vencer os desafios, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a cooperação.


                                                                                                        

Denise Philot
                                                                                                       Coordenadora Pedagógica.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR - PARTE 1

“Não há educação sem amor. O amor implica e luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto.”                                                                      (Paulo Freire).


Certamente, aprendemos melhor numa esfera de amor. Na educação, esse amor traduz-se em afeto.
O afeto, na sua definição etimológica, tem o caráter da neutralidade, ou seja, pode expressar sentimento de agrado ou desagrado. Quando, contudo, ele vem da prática da educação baseada no amor, se transforma em estímulo para a aprendizagem (tanto para aprender, quanto para educar). Yves de La Taille (1992) disse que “o afeto é uma mola propulsora das ações, e a razão está a seu serviço”.

 O afeto estimula a conexão dos neurônios, a criação e a consequente lembrança de registros (memória). Segundo o neurocientista Antonio Damásio (2006), a função atribuída às emoções na criação da racionalidade tem implicações em algumas das questões com as quais a nossa sociedade defronta-se atualmente e, entre elas, a educação.


A aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo estão sempre reinventando-se. Pela plasticidade, o cérebro se remodela para pensar e aprender e a mediação afetiva é quem dispara esses processos, pois o afeto estimula dois mecanismos fundamentais da memória: a fixação (acréscimo de informações) e a evocação (informações assimiladas anteriormente).

Gostou? Continua no próximo post.

Denise Philot – Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º ano



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ADAPTAÇÃO: UM TEMPO DE ACOLHIMENTO E FORMAÇÃO DE VÍNCULOS AFETIVOS.


A adaptação é um período delicado, importante e muito especial para as crianças e suas famílias, para os professores e para toda a equipe pedagógica envolvida nesse processo.

Tudo é novo e o novo gera expectativa pelo que estar por vir. O processo de adaptação traz intrínseco esse novo (que compreende ter contato o ambiente escolar, conhecer novas pessoas, mudar a rotina, etc), que será descoberto. Para esse período ser tranquilo, seguro e acolhedor para a criança, é preciso tempo, paciência, atenção e diálogo entre família e escola.

Cada criança é um ser único, com sentimentos e ações bem particulares; a adaptação para cada uma também é singular. A nossa função (enquanto educadores e familiares que irão acompanhar esse processo) é auxiliar com um olhar atento e afetivo para a necessidade de cada um.

Alguns procedimentos facilitam e colaboram para uma boa adaptação da criança na escola:

  • Cumprir os horários determinados para esses períodos;
  • Conhecer a rotina da escola;
  • Informar aos professores, durante esse período, pontos importantes da rotina e do “jeito” (gostos, preferências...) do (a) filho (a);
  • Conversar com o (a) filho (a) sobre esse processo de adaptação, estimulando-o (a) a novas descobertas, passando segurança e entusiasmo;
  • Buscar esclarecer todas as dúvidas referentes a esse processo e a rotina da escola com as professoras e/ou coordenação pedagógica. As dúvidas, por mais simples que possam parecer, devem ser esclarecidas;
  • Compreender que a socialização e a abertura de oportunidades para a aprendizagem que a escola proporciona serão altamente importantes para o desenvolvimento global da criança.

Se os pais e familiares percebem a importância desse processo de adaptação e compreendem os benefícios que a escola propõe para o crescimento de suas crianças, nossos “pequenos” perceberão essa esfera de segurança, confiança e entusiasmo! 

Com tempo, atenção e muito carinho, logo os “pequenos” estarão adaptados à rotina da escola e as famílias experimentarão a alegria de acompanhar os progressos e as boas novidades que virão!
                                                                                     

 Denise Philot.
 Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º ano.