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quarta-feira, 16 de maio de 2018

CAFÉ LITERÁRIO - FORMANDO LEITORES

Com o “boom” das informações na sociedade contemporânea surge a necessidade de teorias construtivas para a biblioteca escolar. O uso de estratégias didáticas é fundamental para que o aluno consiga desenvolver suas habilidades informacionais.


Nesse sentido, dinamização é a palavra presente no discurso da leitura na biblioteca escolar, para que seja agente de transformação de ensino, a partir do momento em que ela promova mudanças pedagógicas na escola.

Na realidade, a construção do conhecimento pode ser realizada a partir da busca e do uso da informação, utilizando a biblioteca escolar como elemento-chave na educação.

A Biblioteca Babylândia e Atuação procura ser um instrumento facilitador da pesquisa escolar, evidenciando as ações conjuntas entre professor e o profissional da informação.

O que evidência a construção de novos paradigmas educacionais, os quais são importantes para ampliar a formação dos estudantes e futuros leitores. A questão do incentivo a leitura é fundamental, pois caso contrário o livro não cumpre a sua missão, e o livro sem leitor é apenas um objeto.



Finalizando, conhecer o estilo de leitura de cada um, foi fantástico. Estilos como mistério, romance, aventura, poesia, entre outros. E aqui fica o meu abraço a todos os pequenos usuários da biblioteca Babylândia e Atuação.

Luciana Bessa / Fundamental 1
Bibliotecária
CRB 6455



OBS: Dentre as muitas atividades realizadas em nossa biblioteca escolar, no mês de maio, iniciamos os encontros literários, atividade desenvolvida no Projeto “Inventando histórias com literaturas inspiradoras”, que contribuem para incentivar e envolver toda a comunidade escolar, fomentando o encantamento pelo livro, leitura e letramento, objetivando transformar e formar o desenvolvimento do raciocínio com criticidade, consciência e autonomia.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO COM AS EMOÇÕES

Emoções podem influenciar na aprendizagem, o que vem sendo cada vez mais destacado pelos estudos e pelas comprovações da Neurociência.

Diante da comprovada importância das habilidades socioemocionais, deveríamos começar a desenvolvê-las e trabalhá-las desde cedo. As emoções podem influenciar de forma importante o rendimento escolar. A ansiedade pode paralisar a pessoa, enquanto a confiança em demasia pode levar a um menor esforço no processo de aprendizagem, o que pode render fracassos.

Se o professor estiver atento a capacidade de gerenciamento das emoções de seus alunos, ele vai ajudá-los a lidar com obstáculos e estimulá-los a traçar metas, o que terá impacto direto no aprendizado e na vida pessoal.

Uma das habilidades trabalhadas na escola é o espírito de colaboração, que incentiva a criança a trabalhar em equipe, ter comportamento cidadão e responsabilidade, o que será importante para a vida.


Outra habilidade é a resiliência, fundamental para a pessoa enfrentar dificuldades, vencê-las e se tornar mais forte - e com capacidade de atingir objetivos e se adaptar a circunstâncias diversas.

Nesse processo de desenvolvimento socioemocional da criança, pais e professores têm um papel fundamental, sendo a parceria entre eles um ponto crucial nesse trabalho.

Trabalhar com o ensino de habilidades socioemocionais não reduz o currículo acadêmico, mas “abre a mente” dos alunos para novos horizontes e estimula a empatia, a resiliência, a interação entre pessoas diferentes, a cooperação, o respeito as regras, entre outros, contribuindo para a inclusão social e a formação de cidadãos mais confiantes e responsáveis.

Os pesquisadores de Harvard orientam que as crianças sejam ensinadas, desde bem cedo, a serem pessoas generosas e altruístas. Dizem ainda que o sucesso depende, mais do que nunca, de saber colaborar com os outros; além disso, afirmam que as crianças empáticas e socialmente conscientes são melhores colaboradoras e conquistam mais sucesso nas relações e no mercado de trabalho.

Na educação infantil e no 1º ano, os nossos projetos e todas as nossas intenções pedagógicas trazem temas e espaço para conversar sobre várias questões, além de atividades que permitem o trabalho em equipe e a tomada de decisão, buscando vivenciar esse ensino de habilidades socioemocionais. Ainda com os projetos, motivamos os alunos a sentirem satisfação e buscarem vencer os desafios, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a cooperação.


                                                                                                        

Denise Philot
                                                                                                       Coordenadora Pedagógica.

terça-feira, 8 de março de 2016

LIMITE: PONTO FUNDAMENTAL NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.

 No contínuo processo de evolução, a criança sofre constantes mudanças - necessárias para o seu amadurecimento.


A transmissão de segurança emocional aos filhos começa desde cedo, enquanto ainda bebês, e passam pela via dos limites, que vão sendo internalizados pelas crianças.

No decorrer do desenvolvimento, com a aquisição da linguagem, a criança começa ainda mais a expressar o que deseja; é um momento que coincide com o controle dos esfíncteres. A criança passa a tentar controlar as situações, tentando colocar o “outro” (no caso, pais e professores) à sua mercê. É nessa interação que vai acontecendo o desenvolvimento.

Por volta dos 6 anos, a criança já tem condições de realizar escolhas, diante das quais os adultos devem ter bom senso e coerência.

Quem vai ensinar a criança a ser é o limite.



O LIMITE objetiva dar contornos a criança, dando segurança e apoio.

Estabelecer limites é, antes de tudo, uma questão de bom senso. Quando não se passa com clareza os limites, quando estes vêm mais da impulsividade e do momento do adulto do que de uma ação consciente de educação, os resultados são desastrosos.

Estabelecer limites significa dar noção de realidade à criança. Sem cortes e sem faltas, mergulha-se no mundo do capricho, da vontade imperiosa, afastando-se do desejo, essencial à realização de todo ser humano.


Agora cuidado, limite não é autoritarismo!

Precisamos tomar cuidado com os dois extremos:

- o excesso de negativas e as atitudes autoritárias são prejudiciais ao desenvolvimento da criança, porque podem vir a tolher suas expressões emocionais, sua expressão motora, sua capacidade criativa e o exercício de sua maneira de lidar (e desafiar) o mundo.

- o excesso de tolerância também é prejudicial, pois não permite a criança o desenvolvimento do senso crítico, além de sugerir uma indiferença por parte dos adultos.

Nada de incoerência e ambivalência

O adulto precisa ser “coerente” em suas atitudes e evitar situações contraditórias, como ilustra o ditado popular “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. A incoerência e a ambivalência confundem a criança que aprende, por meio da observação que faz das atitudes do adulto.

Dessa forma, estabelecer limites é ajudar a criança a se perceber como um ser entre muitos outros seres, onde cada um tem seu modo de sentir e agir, mas que todos se respeitam.

É essencial que os educadores (pais, professores e familiares) se conscientizem da função protetora do “não”, ao ser colocado com afeto, coerência e bom senso. Colocar limites representa proteção, segurança e cuidado.

 A função do limite não é agredir ou privar as crianças, mas ajudá-las a se inserir no princípio da realidade, entendendo que têm direitos e privilégios, assim como deveres e responsabilidades.

                                                                                
  Denise Philot.
                                                                                   Coordenadora Pedagógica do Berçário ao 1º Ano.
                                                                                  ;denise@babylandiaeatuacao.com.br






terça-feira, 22 de setembro de 2015

O TEMPO E A APRENDIZAGEM

Há uma interação contínua entre fatores biológicos, condições existentes pela genética, e as experiências culturais e sociais nas quais a criança está inserida.


Os primeiros anos de vida

A criança, desde os primeiros anos de vida, se apropria da cultura existente no seu contexto de desenvolvimento. Com os estudos da neurociência, foi comprovada a importância do desenvolvimento da criança bem pequena. Nesse período  há uma grande plasticidade cerebral. A criança pode aprender e fazer coisas de diversas naturezas.

A importância do tempo

A neurociência destaca a importância do tempo e do espaço no desenvolvimento da espécie. O tempo é vital quando falamos sobre o desenvolvimento infantil. Antes de tudo, há o tempo do amadurecimento biológico: embora o crescimento seja rápido e as mudanças visíveis e grandiosas, o desenvolvimento da criança segue o ritmo da espécie e este não é antecipado pelas intervenções dos adultos. A criança não fala, não engatinha, não anda, não desenha e não escreve, antes que as estruturas necessárias estejam disponíveis pela maturação do cérebro. As conquistas das crianças resultam de processos, tanto do ponto de vista neurobiológico, quanto dos socioculturais (aprender a comer de garfo e faca, assim como abotoar a blusa ou amarrar o tênis são vivências que precisam de um determinado tempo).




A principal condição para a criança pequena aprender e realizar é ter seu tempo respeitado.

Podemos dizer que o tempo da criança é regulado pela experiência: é a natureza da atividade que a criança realiza que define o tempo necessário para que se formem memórias de longa duração. Na criança, são os movimentos e a sequência de movimentos de uma mesma atividade os responsáveis pela formação de memórias que constituem seu desenvolvimento.


Aprender é complexo


Aprender é uma tarefa complexa. As crianças são diferentes, com ritmos neurais e histórias de vida singulares. Por isso, não se pode esperar que todas se desenvolvam ao mesmo tempo e da mesma forma. É fundamental estimular e respeitar o ritmo e o tempo de cada criança, além de reconhecer seus talentos e suas habilidades, assim como suas dificuldades. Essa é base de um desenvolvimento cognitivo e emocional saudável.





Denise Philot.
 Psicóloga, psicopedagoga, 
Especialista em neurociência pedagógica. 
Coordenadora do Berçário ao 1º ano do Ensino Fundamental



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